(Foto tirada na rodovia Transpantaneira)
domingo, 29 de julho de 2012
terça-feira, 26 de junho de 2012
O divino ser
Matéria: '' Infestação de rato em federal do Paraná coloca pesquisa em risco ''
Ratos, são animais tão interessantes, aqueles dentinhos, aquele olhar psicótico, e sua mania louca de roer tudo tudo que vê pela frente.
Um dia estava eu na faculdade, indo ao laboratório pela primeira vez, ao entrar na sala me deparo com o que? Nada mais nada menos que com um rato na gaiola. Aqueles olhinhos brilhantes me encaravam, '' Oh! Eu preciso tocar nele, eu sei que ele está pedindo isso ''.
Passei a aula inteira olhando aquele ser divino. Ele falava comigo '' Venha me fazer cafuné, venha'', estava quase avançando sobre a gaiola, mas eu, homem correto, me segurei. O que pensariam de mim, decidi ficar na minha.
Aleluia! Á aula terminou.Você leitor deve achar que sou louco, mas é que você não viu aquele ratinho, mas enfim, a aula terminou e fui logo pedir ao professor, que me deixasse trancar o laboratório. E o professor me concebeu á dádiva de de poder ficar a sós, com aquele ser divino.
Leitor, você deve estar achando a história estranha, mas já disse e repito, vocês não viram, quanto o rato era a coisa mais divina do mundo. Enfim, avancei sobre gaiola, e agarrei o rato, que agora estava parado em minhas mãos.
Estava muito emocionado, finalmente tinha aquele ser em minhas mãos, até que o pequeno ser falou comigo '' Não precisa dessa emoção toda meu jovem'' . Sim, o rato falou comigo, mas retornando. Eu não sabia o que responder, '' Meu Deus! Você fala! '', '' Claro meu jovem, nós ratos somos seres bastantes sofisticados, agora se me der licença, irei comer'', é aquele ser sobrenatural, me mordeu, e saiu correndo para dentro do armário.
– Por quê? Me diga? Depois de tudo que passamos juntos.
Meu professor entra na sala, e vê seu trabalho que revolucionaria o mundo, sendo mastigado pelo rato.
É agora escrevo essa crônica em minha nova casa, branca e toda confortável, cheia de almofadas nas paredes, agora meu caro leitor, se não se importa, irei brincar de dar nó nas minhas longas mangas da minha linda camisa branca
Ratos, são animais tão interessantes, aqueles dentinhos, aquele olhar psicótico, e sua mania louca de roer tudo tudo que vê pela frente.
Um dia estava eu na faculdade, indo ao laboratório pela primeira vez, ao entrar na sala me deparo com o que? Nada mais nada menos que com um rato na gaiola. Aqueles olhinhos brilhantes me encaravam, '' Oh! Eu preciso tocar nele, eu sei que ele está pedindo isso ''.
Passei a aula inteira olhando aquele ser divino. Ele falava comigo '' Venha me fazer cafuné, venha'', estava quase avançando sobre a gaiola, mas eu, homem correto, me segurei. O que pensariam de mim, decidi ficar na minha.
Aleluia! Á aula terminou.Você leitor deve achar que sou louco, mas é que você não viu aquele ratinho, mas enfim, a aula terminou e fui logo pedir ao professor, que me deixasse trancar o laboratório. E o professor me concebeu á dádiva de de poder ficar a sós, com aquele ser divino.
Leitor, você deve estar achando a história estranha, mas já disse e repito, vocês não viram, quanto o rato era a coisa mais divina do mundo. Enfim, avancei sobre gaiola, e agarrei o rato, que agora estava parado em minhas mãos.
Estava muito emocionado, finalmente tinha aquele ser em minhas mãos, até que o pequeno ser falou comigo '' Não precisa dessa emoção toda meu jovem'' . Sim, o rato falou comigo, mas retornando. Eu não sabia o que responder, '' Meu Deus! Você fala! '', '' Claro meu jovem, nós ratos somos seres bastantes sofisticados, agora se me der licença, irei comer'', é aquele ser sobrenatural, me mordeu, e saiu correndo para dentro do armário.
– Por quê? Me diga? Depois de tudo que passamos juntos.
Meu professor entra na sala, e vê seu trabalho que revolucionaria o mundo, sendo mastigado pelo rato.
É agora escrevo essa crônica em minha nova casa, branca e toda confortável, cheia de almofadas nas paredes, agora meu caro leitor, se não se importa, irei brincar de dar nó nas minhas longas mangas da minha linda camisa branca
Por que Mãe?
Por que mãe complica as coisas? Não sei, mas ela gosta de complicar de tal maneira, que não sei como explicar.
Certo dia estava eu almoçando na sala, algo comum em casa, nada fora do padrão. Estava assistindo TV, algo que não costumo fazer com frequência, ai minha mãe grita :
– Filho vêm almoçar !
Porém já estava almoçando. O estranho, é que minha mãe nunca nunca me chama para almoçar, avisei que já estava almoçando. Me arrependo até hoje de ter dito isso, um Apocalipse se iniciou, via os cavaleiros do Apocalipse saindo da cozinha, gritos, e mais gritos, saiam da cozinha, minha mãe estava surtando.
Por que minha mãe iria me chamar para almoçar com ela, da noite para o dia? Ela nunca me chamou para sentar se a mesa com ela. Por que raios essa complicação desnecessária? Não sei, só sei que a morte estava próxima.
É, vou enfrentar o Apocalipse, vou á cozinha almoçar com ela. Aquele clima mórbido dominava a mesa, a cozinha parecia mais um enterro do que um almoço, arrisquei uma palavra, foi a catástrofe do século, pior que o atentado as torres gêmeas, ou o desastre em Chernobyl. Fui respondido pelo silêncio do orgulho, já estava ficando louco. Mãe por que você complica ás coisas?
Já estava na hora de eu ir embora, estava saindo de casa, até que minha mãe me abraçou, foi o suficiente para entender tudo, mas não responder a questão, que assombra a sociedade, e que existe desde os confins da Terra e do Universo, '' Por que mãe complicas as coisas?''.
No fim das contas minha mãe só estava com saudades, só queria um abraço. Aiai mãe, como você é complicada
Certo dia estava eu almoçando na sala, algo comum em casa, nada fora do padrão. Estava assistindo TV, algo que não costumo fazer com frequência, ai minha mãe grita :
– Filho vêm almoçar !
Porém já estava almoçando. O estranho, é que minha mãe nunca nunca me chama para almoçar, avisei que já estava almoçando. Me arrependo até hoje de ter dito isso, um Apocalipse se iniciou, via os cavaleiros do Apocalipse saindo da cozinha, gritos, e mais gritos, saiam da cozinha, minha mãe estava surtando.
Por que minha mãe iria me chamar para almoçar com ela, da noite para o dia? Ela nunca me chamou para sentar se a mesa com ela. Por que raios essa complicação desnecessária? Não sei, só sei que a morte estava próxima.
É, vou enfrentar o Apocalipse, vou á cozinha almoçar com ela. Aquele clima mórbido dominava a mesa, a cozinha parecia mais um enterro do que um almoço, arrisquei uma palavra, foi a catástrofe do século, pior que o atentado as torres gêmeas, ou o desastre em Chernobyl. Fui respondido pelo silêncio do orgulho, já estava ficando louco. Mãe por que você complica ás coisas?
Já estava na hora de eu ir embora, estava saindo de casa, até que minha mãe me abraçou, foi o suficiente para entender tudo, mas não responder a questão, que assombra a sociedade, e que existe desde os confins da Terra e do Universo, '' Por que mãe complicas as coisas?''.
No fim das contas minha mãe só estava com saudades, só queria um abraço. Aiai mãe, como você é complicada
Saia Justa!
Momentos
constrangedores surgem na sua vida sem você imaginar, assim, repentinamente
como aconteceu num dia que estava completamente estressado. Quando estou nestes
dias, procuro ser o mais amigável possível, para distrair, esquecer um pouco
dos problemas.
Indo
para o trabalho, atrasado, corro para não perder o elevador. Um rapaz o para
colocando o braço entre os sensores até que entrei. Logo agradeci o rapaz, sem
muito reparar, comecei a falar que estava atrasado, que estava por um fio de
perder a reunião, etc...
Mas como disse,
SEM MUITO REPARAR, não havia percebido que o jovem estava com fones de ouvido,
escutando música numa altura inexplicável. Portanto, não me escutou, me
ignorou. Se estivesse sozinho naquele ambiente tudo bem... Sairia sem falar
mais uma palavra, mas não, tinha que estar lotado aquele elevador!
Senti meu rosto
queimar, verde, vermelho, roxo não sei, mas sei que minha vergonha exalava para
quem fosse que estivesse ali presente...
Desejava sair o
mais rápido daquele elevador, ou que em um andar, todos saíssem e eu ficasse
sozinho, mais relaxado! Sempre que somos
ignorados tentamos disfarçar. Vai dizer que numa sala de aula, em meio a uma
pergunta que você não entendeu, levantara seu braço até a altura da orelha, no
meio do caminho vê que não é a sua opinião e finge coçar a cabeça? Até mesmo
quando quase caímos e saímos correndo para disfarçar.
O mesmo tentei
fazer, estava com o celular no bolso e com o fone pendurado em minha camisa,
quando tive a ideia de fingir falar ao celular pelo fone. Frases como “DEIXA
QUETO O QUE ACABEI DE DIZER” e “NÃO ESTOU ESCUTANDO, ESPERE UM MINUTO QUE
TIRAREI O FONE” saíram de minha boca. Alto, para certificar-me que todos ali
escutariam. Logo me despedi e guardei o celular novamente.
Enfim meu andar
chegou, sai do elevador sem ao menos olhar para traz. Mas não tem jeito, sempre
que saímos de uma saia justa, tipicamente gargalhadas brotam apenas por
lembrar-se do fato. Às vezes, quando em público, tornando mais um momento
constrangedor!
terça-feira, 19 de junho de 2012
Associação Protetora dos animais processa carroceiro
APA Processa carroceiro irresponsável
Cavalo foi morto após ser abandonado em linha de trem
No último final de semana,um carroceiro causou um acidente na ferrovia Iapoque -Chuí, após forçar seu cavalo a atravessá-la.
O Sr Zé da Carrocinha foi acusado de negligência de posse paternal de equino,pelo Conselho Regional da Associação Protetora dos animais.
O acidente ocorreu na tarde do último sábado quando o Sr Zé da Carrocinha se dirigia para a lavoura em que trabalha plantando nabos.
O cavalo "Pé de pano" foi obrigado a atravessar os trilhos do trem,nos quais se viu preso.
Ao se ver em tal situação, o carroceiro fugiu sem prestar socorro.
O Maquinista da locomotiva não conseguiu frear arremessando o cavalo aos ares,que acabou falecendo dias depois na UTI.
O caso teve grande repercussão na comunidade de amantes de equinos e animais de montaria.
A Associação Protetora dos Animais (APA),entrou com um processo contra o carroceiro,acusando-o de não cumprir o seu papel como o dono e protetor do cavalo.
Zé da Carrocinha em declaração ao nosso correspondente,disse que não foi negligente,que o caso foi apenas uma fatalidade.
"Meu cavalo era como um filho para mim.Nunca quis que ele morresse e sinto sua falta no curral.Respeitem a minha dor."Sr Zé da Carrocinha em declaração.
O caso vai ser investigado pela Polícia Científica Animal e enviado para o Supremo Tribunal da Vara de Bambu do Rio Grande do Sul.
Mª Caroline e Thiago
Eternamente....jovens
"Estudos procuram fórmula para chegar bem aos cem anos. - Brasil tem 24 mil centenários e, no mundo, são 70 com mais de 110 anos, desafio é manter a independência."
Eternamente.....jovens
Quando se é jovem pensa-se ter uma vida inteira pela frente, e com o passar dos anos nos queixamos da falta de tempo ou como ele passa rápido, e também da bursite, reumatismo...
O caso é que sinto ter pouco tempo para realizar todas as grandiosas coisas que sonhei ,como ,conhecer meu ídolo Silvio Santos, ah e a gracinha da Hebe. Não, realmente ainda tenho muito o que fazer; mas como se já beiro meus 70 anos.
Neste momento ao ler meu jornal avisto a solução para meu problema:"Estudos procuram fórmulas para chegar bem aos cem anos". É isso, está ai a resposta. Continuo lendo meu jornal até que:
- E ai veio, ihh lendo jornal que coisa mais ultrapassada...
O que, como assim meu netinho, aquela doce criatura que carreguei em meus braços me chamando de velho, não realmente o mundo está revirado.
Pasmo com o caso anterior, sento no meu sofá, e zapeio pela Tv até me deparar com a propaganda de um produto revolucionador, era o dizia seu anunciante, Cogumelo do sol:
- O cogulo do sol ajuda na conplementação das carências nutricionais e deficiências alimentares;
Confesso que fiquei tentado com o anúncio, isso até chegar na parte dos depoimentos "reais" apresentados. Aquele rosto não me era estranho, como esquecer,era Joseílson meu velho amigo, que Deus o tenha, faleceu semana passada enquanto assistia ao jogo do Curinthia. Pobre homem, desde pequeno(e isso já faz muito tempo, tipo uns cem anos) que espera o time ganhar uma Libertadores, e ainda por cima foi pra cidade dos pé junto me devendo uns cruzado, cabra da mulesta esse viu.
Pensando bem acho que mudei de idéia, pra que chegar aos cem se com 70 já vejo todas essas coisas que nunca mudam.A notícia que havia lido mais cedo também relatava que no Brasil há quase 24 mil centenários, contando isso para meu adoravél neto, obtive a seguinte resposta:
- Pois eu já sei onde estão a maioria!
-Ah é, então me fale onde anda o grande Beto Barbosa...
- O que, grande tá me tirando né, bom esse aí tá direto na aquele do boa tarde auditóriooooooo...
- Mas tem muitos que até hoje fazem sucesso com a moçada, como o zinho ouro negro.
- Esse aí tem síndrome de Peter Pan, arrepia o cabelo, tasca uma regata e acha que tá muleque piranha...
- Muleque piranha? mais ele tá bem?
- Calma vô é só uma expressão.
De certo modo meu neto tem razão, tem pessoas que nunca crescem, ontem mesmo vi a entrevista de Susu Viera dizendo que todos a amam e que ela é a juventude em pessoa, como se isso não bastasse, tive que ouvir ela cantar "....per amore" não mereço tanto, depois disso, queria eu ter ido comer capim pela raíz.
Agora vou ver meu brotinho, tava pensando em fazer aquele cruzeiro do Roberto Carlos com ela. Ela adora Roberto.
- Então deixa eu ir saindo que se você e seu "brotinho" vão sair, pode crêr que vai ter congestionamento. E não se esqueça de pagar seu carne do baú e comprar uma telesena.
- É verdade que cabeça a minha, acho que dessa vez ganho uma casa.
NADA MAIS NEBULOSO QUE O DELTA
A CÂMARA DOS DEPUTADOS NÃO SABE O QUE FAZER PARA TOMAR O CONTROLE
Era dia das profissões dos pais na escola; havia,enfermeiros,professores, políticos e muitas outras carreiras.Marcos estava sentado em sua carteira na escola,não prestava atenção no que o professor de matemática falava enquanto lia no jornal a noticia delta,a incógnita.Quando terminou.
- Professor, você sabe calcular Delta?
- Sim,e fácil - ironizou.
- Como aprendeu? - Disse meio desconfiado.
- No ensino médio e depois aprofundei o estudo na faculdade - respondeu,já preocupado - Não se preocupe com o delta você ainda esta no fundamental.
Então virou para o deputado federal ao seu lado.
- Por que você não sabe calcular delta? - Protestou ele
- Não e tao fácil assim - respondeu na defensiva.
- Você não estudou? - gritou ele.
- Fala baixo - disse o deputado envergonhado
- Que foi? -perguntou - E uma vergonha , você ,não saber calcular delta!
- Filho fica quieto! - disse com autoridade
- Eu pensando que iria ganhar a maior moral porque meu pai e deputado - disse baixo.
- Eu pago suas contas! - protestou ele
- Era melhor se minha mãe tivesse vindo,uma medica iria impressionar todo mundo.
A CÂMARA DOS DEPUTADOS NÃO SABE O QUE FAZER PARA TOMAR O CONTROLE
Era dia das profissões dos pais na escola; havia,enfermeiros,professores, políticos e muitas outras carreiras.Marcos estava sentado em sua carteira na escola,não prestava atenção no que o professor de matemática falava enquanto lia no jornal a noticia delta,a incógnita.Quando terminou.
- Professor, você sabe calcular Delta?
- Sim,e fácil - ironizou.
- Como aprendeu? - Disse meio desconfiado.
- No ensino médio e depois aprofundei o estudo na faculdade - respondeu,já preocupado - Não se preocupe com o delta você ainda esta no fundamental.
Então virou para o deputado federal ao seu lado.
- Por que você não sabe calcular delta? - Protestou ele
- Não e tao fácil assim - respondeu na defensiva.
- Você não estudou? - gritou ele.
- Fala baixo - disse o deputado envergonhado
- Que foi? -perguntou - E uma vergonha , você ,não saber calcular delta!
- Filho fica quieto! - disse com autoridade
- Eu pensando que iria ganhar a maior moral porque meu pai e deputado - disse baixo.
- Eu pago suas contas! - protestou ele
- Era melhor se minha mãe tivesse vindo,uma medica iria impressionar todo mundo.
Maquinista evita descarrilamento e salva passageiros.
Carroça defeituosa empaca em linha de trem e quase causa grave acidente.
Na manhã deste último sábado, 12 de maio de 2012, grave acidente é evitado por maquinista de trem da linha Rubi da CPTM, em São Paulo. Ao visualizar cavalo e carroça empacados no trilho, o condutor da locomotiva acelerou para evitar o descarrilamento.
Segundo o camponês, cujo cavalo foi sacrificado, ao tentar atravessar os trilhos, sua carroça perdeu uma das rodas traseiras. O dono tentou chamar a atenção, mas não conseguiu evitar o ocorrido.
O maquinista, por sua vez, declarou que se tivesse parado, como pedira o camponês, ambos seriam culpados pela morte dos passageiros. "Estava em grande velocidade, precisei pensar rápido! Se desacelerasse salvaria o cavalo, mas mataria centenas." afirmou.
Os passageiros agradeceram a heroica atitude do condutor com uma salva de palmas, quando desembarcaram na estação seguinte. O camponês saiu ileso e, apesar de triste por sua perda, desculpou-se pelo incidente.
Créditos: Maria Ismara e Daniel Felipe
folhasagaranaemrede.com/linguaportuguesa-luiza
Na manhã deste último sábado, 12 de maio de 2012, grave acidente é evitado por maquinista de trem da linha Rubi da CPTM, em São Paulo. Ao visualizar cavalo e carroça empacados no trilho, o condutor da locomotiva acelerou para evitar o descarrilamento.
Segundo o camponês, cujo cavalo foi sacrificado, ao tentar atravessar os trilhos, sua carroça perdeu uma das rodas traseiras. O dono tentou chamar a atenção, mas não conseguiu evitar o ocorrido.
O maquinista, por sua vez, declarou que se tivesse parado, como pedira o camponês, ambos seriam culpados pela morte dos passageiros. "Estava em grande velocidade, precisei pensar rápido! Se desacelerasse salvaria o cavalo, mas mataria centenas." afirmou.
Os passageiros agradeceram a heroica atitude do condutor com uma salva de palmas, quando desembarcaram na estação seguinte. O camponês saiu ileso e, apesar de triste por sua perda, desculpou-se pelo incidente.
Créditos: Maria Ismara e Daniel Felipe
folhasagaranaemrede.com/linguaportuguesa-luiza
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Casa da vovó
É para brincar de ser criança
Fazer rosquinha, bolo de chocolate
Torta de frango, salada de alface
E deixar a cozinha uma lambança
É para pular no colchão
Ver carneirinhos nas nuvens de algodão
E deitadas na varanda admirar o queijo redondo
Que numa noite de céu estrelado
Morando entre os pontilhados
É o gigante mais notado
É para cochilar e sonhar com anjinhos
Vestir suas roupas e sapatos
Me sentir a mais linda princesa
Fugindo do beijo de sapos
É para cantar e dormir tarde
Exausta depois de regar plantinhas
Brincar de cozinheira, costurar algumas roupinhas
Das bonecas que são de pano
E que encontrarei daqui alguns anos
Guardada no baú que enterramos
Junto das fotos, dos retalhos e da colher de pau
Que colocamos no buraco cavado ao fundo do quintal
Travesseiro para eu dormir
Aconchego para eu chorar
Mãos de enfermeira para cuidar dos arranhões
Abraço de urso para jamais me magoar
Lembrarei de como tudo foi bom
E o quão importante tu és em minha vida
Minha querida rainha
Que morou junto a mim
No mais bonito castelo das princesinhas.
(Poesia que fiz para minha vovó e queria compartilhar com vocês, hihi)
Fazer rosquinha, bolo de chocolate
Torta de frango, salada de alface
E deixar a cozinha uma lambança
É para pular no colchão
Ver carneirinhos nas nuvens de algodão
E deitadas na varanda admirar o queijo redondo
Que numa noite de céu estrelado
Morando entre os pontilhados
É o gigante mais notado
É para cochilar e sonhar com anjinhos
Vestir suas roupas e sapatos
Me sentir a mais linda princesa
Fugindo do beijo de sapos
É para cantar e dormir tarde
Exausta depois de regar plantinhas
Brincar de cozinheira, costurar algumas roupinhas
Das bonecas que são de pano
E que encontrarei daqui alguns anos
Guardada no baú que enterramos
Junto das fotos, dos retalhos e da colher de pau
Que colocamos no buraco cavado ao fundo do quintal
Travesseiro para eu dormir
Aconchego para eu chorar
Mãos de enfermeira para cuidar dos arranhões
Abraço de urso para jamais me magoar
Lembrarei de como tudo foi bom
E o quão importante tu és em minha vida
Minha querida rainha
Que morou junto a mim
No mais bonito castelo das princesinhas.
(Poesia que fiz para minha vovó e queria compartilhar com vocês, hihi)
Falta ciso nos relacionamentos.
Hoje quando acordei tudo estava no lugar. Me desculpe, tudo é realmente muita coisa, então digo: a maioria das coisas estava no lugar. Como de costume, meu estômago roncava de fome, levantei e num espreguiço bom bocejei. Foi quando aquele tudo saiu de cena. O lado direito do meu rosto latejava de dor... Pela fama que conheço desses sintomas vem aí um dente do ciso, não imaginava que esse negócio dói tanto como dizem. Ao menos mamãe ficará orgulhosa por eu, enfim, estar criando juízo.
Fui para a sala e encontrei um envelope sobre a mesa de centro. Cartão todo enfeitado, formoso, diferia-se de qualquer carta de cobrança. Era um convite de casamento, a Aninha já marcou até a data. Como assim a Aninha vai casar? Sabe aquela pessoa que é sua amiga de infância, que continua uma pirralha mesmo com 19 anos, que só namora há 11 meses... e já acha que ele é o príncipe que tanto esperamos quando pequenas. Fala sério Aninha, com tanta gente nesse mundo você quer casar logo com o primeiro namorico?
Vê bem se não é para se indignar com uma coisa dessas! Convivo comigo desde que nasci e ainda assim me detesto naqueles dias terríveis de mulher. Como posso esperar que alguém que só enfrentou minha fase de monstro 11 vezes num ano - sendo que provavelmente por umas quatro vezes fui um monstro enrustido para não assustar o gatinho - me suporte de verdade? É pedir muito para um relacionamento ainda imaturo, ou apenas eu que acho que tudo nessa vida leva tempo? Poxa, casamento vai além de papéis, alianças, assinaturas e qualquer promessa que sequer garantem o brilho apaixonado entre olhares. É delicado falar de casamento, não é mesmo? Mas de uma coisa eu sei: falta ciso nos relacionamentos.
Fui para a sala e encontrei um envelope sobre a mesa de centro. Cartão todo enfeitado, formoso, diferia-se de qualquer carta de cobrança. Era um convite de casamento, a Aninha já marcou até a data. Como assim a Aninha vai casar? Sabe aquela pessoa que é sua amiga de infância, que continua uma pirralha mesmo com 19 anos, que só namora há 11 meses... e já acha que ele é o príncipe que tanto esperamos quando pequenas. Fala sério Aninha, com tanta gente nesse mundo você quer casar logo com o primeiro namorico?
Vê bem se não é para se indignar com uma coisa dessas! Convivo comigo desde que nasci e ainda assim me detesto naqueles dias terríveis de mulher. Como posso esperar que alguém que só enfrentou minha fase de monstro 11 vezes num ano - sendo que provavelmente por umas quatro vezes fui um monstro enrustido para não assustar o gatinho - me suporte de verdade? É pedir muito para um relacionamento ainda imaturo, ou apenas eu que acho que tudo nessa vida leva tempo? Poxa, casamento vai além de papéis, alianças, assinaturas e qualquer promessa que sequer garantem o brilho apaixonado entre olhares. É delicado falar de casamento, não é mesmo? Mas de uma coisa eu sei: falta ciso nos relacionamentos.
Ser mãe é ser mágica.
- Mãe, a senhora sabe onde está minha meia calça preta? Sumiu, já procurei em tudo quanto é canto.
- Então não procurou direito. Está na sua gaveta de calcinha.
- Não tá não, lá eu já procurei.
- Está sim senhora!
- Não tá mãe, pode ir lá ver.
...
- E o que que é isso aqui? A capa do Batman encolhida?
- Nossa, como você achou? Juro que ela não estava aí! Cadê a cartola? Vai, pode mostrar.
- Tem nada de mágica menina, só conheço bem minha casa e minha filha desatenta.
- Desatenta só porque não sabia onde estava uma meia calça?
- Uma meia calça, um chinelo, um celular... Quer que eu continue?
- Não há necessidade, são águas passadas.
- Agora para de enrolar e vai terminar de se arrumar, que já estamos atrasadas.
Dez minutos depois...
- Mãezinha... a senhora sabe onde está minha sapatilha preta? Não acho nem por reza.
- Então não procurou direito. Está na sua gaveta de calcinha.
- Não tá não, lá eu já procurei.
- Está sim senhora!
- Não tá mãe, pode ir lá ver.
...
- E o que que é isso aqui? A capa do Batman encolhida?
- Nossa, como você achou? Juro que ela não estava aí! Cadê a cartola? Vai, pode mostrar.
- Tem nada de mágica menina, só conheço bem minha casa e minha filha desatenta.
- Desatenta só porque não sabia onde estava uma meia calça?
- Uma meia calça, um chinelo, um celular... Quer que eu continue?
- Não há necessidade, são águas passadas.
- Agora para de enrolar e vai terminar de se arrumar, que já estamos atrasadas.
Dez minutos depois...
- Mãezinha... a senhora sabe onde está minha sapatilha preta? Não acho nem por reza.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Doces só depois do Jantar!
Olho fixo para o pote. Nada me seduz mais do que os deliciosos biscoitos de gengibre preparados por mamãe e que, por obra de papai, sempre estão na prateleira mais alta.
-Por que, ó deliciosas guloseimas, estão sempre tão distantes?
E o único jeito de consegui-los é pedindo a papai. Esse é um dos momentos mais difíceis na vida de um garoto depois, é claro, de zerar Super Mario World.
Pedir algo aos pais é como tentar girar pião na mão. Você sabe que não vai dar certo, que só vai quebrar a cara (nesse caso, a mão), mas mesmo assim você tenta.
Se eu pedir vou ser lembrado de algo que fiz e ele não gostou, ou pior, algo que ele pediu e eu não fiz. Por fim, vou pro meu quarto sem biscoito e de castigo. Se eu não pedir... fico sem biscoito.
Esse é um dilema tão cruel que até Hamlet teria pena de mim. O jeito é optar pela primeira opção e arriscar minha vida.
Vou até o quintal e lá está ele, sentado, fingindo que conserta a furadeira. Caminho até ele em passos curtos; minha boca começa a ficar seca e minha língua presa. Logo, tomo coragem e peço, com toda a delicadeza do universo (
Após o pedido, sinto minhas esperanças renovadas e um sorriso nasce em minha face. Está ali, na minha frente, a porta para o reino das gostosuras açucaradas. Por quase três segundos ele não diz nada, o que só aumenta minha ansiedade. Por fim, recebo uma resposta. A mais aguardada do dia, aquela que destruiria as barreiras do paladar, que traria paz as áreas mais distantes das papilas gustativas, que daria a um garoto a chance de mudar seu jantar, ou até mesmo mudar sua vida! A resposta...
-É não! E pare de ficar sorrindo com essa cara de besta, além disso, você sabe que doces só depois do jantar! Agora vá para o seu quarto, você está de castigo mocinho! Ou pensa que eu não sei do presunto nas calças de sua mãe?
Maldito seja aquele que inventou a frase “doces só depois do jantar”, um dos clichês mais usados pelos pais sem argumentos. E quando foi que um presuntinho nas calças matou alguém?
De fato, pedir algo aos pais é um desafio tão grande que o melhor mesmo é ficar no seu quarto,
quarta-feira, 13 de junho de 2012
A filha (im)perfeita
Tudo parece perfeitamente limpo, como nunca estaria em dias comuns. Até meu quarto tive que arrumar, para uma simples e inconveniente visita familiar.
Cena rotineira, um almoço qualquer de domingo. Todos reunidos acerca da mesa: tio engraçadinho, tia tagarela, prima pentelha, avó religiosa, avô resmungão, pai preocupado com o futebol na televisão e sua mãe reprimindo qualquer expressão de tédio que você possa manifestar.
Você fica ali, sorrindo para qualquer comentário clichê a respeito do seu tamanho, beleza ou relacionamento civil (lê-se: namoradinhos); esperando como um cão adestrado que lhe soltem a corrente e você possa sair correndo em busca da liberdade, ainda que temporária.
Finalmente o almoço é servido, todos se calam e começam a comer, exceto sua mãe e sua tia, que depois de falarem da novela e da vida de todos os parentes não presentes, passam a guerrear sutilmente pelo posto de "a minha filha é a melhor".
São disparados comentários de todos os tipos, de ambos os lados. Para contrapor sua inimiga, digo, irmã, mamãe é capaz de citar até meu vergonhoso terceiro lugar na competição de natação quando eu tinha 4 anos e usava um maiô fluorescente do pica-pau.
O mais constrangedor de ouvir sua mãe te elogiar, é lembrar que horas atrás, durante uma briga, ela quase havia te mandado de jatinho para o inferno.
Convenhamos, as mães não são nada fáceis de serem entendidas. Quando brigam com você te fazem acreditar que você é o pior filho do mundo, que não faz nada certo, que é a ovelha negra da família e a maior decepção da vida dela, só porque esqueceu - propositalmente - de lavar a louça. Mas quando na presença de outros familiares, você é o orgulho da família, a mais disciplinada e angelical filha que se pode ter.
O debate continua: são comparadas minhas notas, arrumação, roupas, temperamentos e cor de meias, mas eu continuo sem entender o que se passa na cabeça de minha mãe.
Cena rotineira, um almoço qualquer de domingo. Todos reunidos acerca da mesa: tio engraçadinho, tia tagarela, prima pentelha, avó religiosa, avô resmungão, pai preocupado com o futebol na televisão e sua mãe reprimindo qualquer expressão de tédio que você possa manifestar.
Você fica ali, sorrindo para qualquer comentário clichê a respeito do seu tamanho, beleza ou relacionamento civil (lê-se: namoradinhos); esperando como um cão adestrado que lhe soltem a corrente e você possa sair correndo em busca da liberdade, ainda que temporária.
Finalmente o almoço é servido, todos se calam e começam a comer, exceto sua mãe e sua tia, que depois de falarem da novela e da vida de todos os parentes não presentes, passam a guerrear sutilmente pelo posto de "a minha filha é a melhor".
São disparados comentários de todos os tipos, de ambos os lados. Para contrapor sua inimiga, digo, irmã, mamãe é capaz de citar até meu vergonhoso terceiro lugar na competição de natação quando eu tinha 4 anos e usava um maiô fluorescente do pica-pau.
O mais constrangedor de ouvir sua mãe te elogiar, é lembrar que horas atrás, durante uma briga, ela quase havia te mandado de jatinho para o inferno.
Convenhamos, as mães não são nada fáceis de serem entendidas. Quando brigam com você te fazem acreditar que você é o pior filho do mundo, que não faz nada certo, que é a ovelha negra da família e a maior decepção da vida dela, só porque esqueceu - propositalmente - de lavar a louça. Mas quando na presença de outros familiares, você é o orgulho da família, a mais disciplinada e angelical filha que se pode ter.
O debate continua: são comparadas minhas notas, arrumação, roupas, temperamentos e cor de meias, mas eu continuo sem entender o que se passa na cabeça de minha mãe.
Verdadeiros Heróis
Verdadeiros Heróis
Uma
cena me comoveu no mercado, quando dois garotos comprado balas
descreviam seus pais como quem descrevessem heróis e que me fez
lembrar o passado.
Lembrei-me
daqueles tempos em que meu pai era o meu grande herói, o fortão que
abria a lata de palmito para minha mãe e erguia as coisas mais
pesadas para ajudar, que jogava videogame comigo, que me ensinou
a ver futebol e torcer para o seu time, me divertia sempre que podia
até mesmo quando ele chegava em casa depois do serviço com um
bombom em seu bolso. Minha mãe era fantástica, só não era forte,
mas era linda, sabia cozinhar divinamente, me ajudava nas lições, e
em todas as horas que eu precisei dela, eu gritava “ô Mãe” que
ela sempre corria para ver o que aconteceu, era a médica de plantão,
a melhor de todas! Meus pais meus heróis.!
A
medida que eu, você, nós todos fomos crescendo passamos a não
olhar com os mesmos olhos os nossos pais, alias durante a pré
adolescência e a adolescência é periodo mais chato, seu pai só
trabalha e vê televisão e sua mãe cuidando de casa e trabalhando
parecendo não te dar muita atenção, mas chega tarde ou apronta pra ver o que
acontece, é aquele sermão chato, aquela bronca longa, a discussão
infinita, que magoamos a nós e ao nossos pais, não é mesmo ? Meus
pais, meus....
Na
nossa fase adulta, temos mais compromissos e obrigações, se você
mora com seus pais é ótimo, porque é só chegar em casa que sua
mãe já deixo tudo pronto e arrumadinho, tudo tão aconchegante que
nem passa em nossas cabeças o dia cansativo que tiveram, mas que se
preocuparam em deixa tudo pronto para nós apenas descansarmos, se
você mora sozinho tem um problema em conciliar família e trabalho,
já que no tempo livre você quer descansar ou arrumar as pendências,
e com a vida agitada os pais nos servem apenas de consolo quando
precisamos e/ou sentimos falta.
É difícil pensar do porque paramos de achar que eles já não são os nossos
heróis. Já que estão sempre preocupados conosco, se estamos
precisando de algo, como estamos, e estão sempre ao nosso lado, nós
que não percebemos tamanha a importância da presença deles. Que sejam pais de sangue aos pais de criação,
não deixaram e não deixam de nos querer o bem, e quem tem os pais
presentes por mais que um dia o magoaram e vocês não se falam deveriam pensar que um dia o magoamos e eles nos perdoaram e devemos agradecer por serem nossos eternos heróis. Não deixe de agradecer hoje as duas pessoas mais importante que temos, amanhã talvez seja tarde demais. Lembre-se nossos pais, nossos verdadeiros heróis!
terça-feira, 12 de junho de 2012
Em um dia de compras
Em um dia de compras
Comprar roupas com a minha mãe sempre foi complicado. Eu, sou básica, já ela, faz linha perua. Não sai de casa sem caprichar no look e nos acessórioss, que são em maioria maiores que uma melancia, mesmo que seja só para ir na padaria da esquina. Por isso, acabamos sempre nos desentendendo. Bem, ontem não foi diferente quando fomos ao shopping.
- Vem cá, baby ! Olha esse vestidinho pink com estampa de oncinha. A tua cara ! Vai abafar na balada !
- Manhê ! " Abafar ", francamente de que baú você tira palavras como essa. Não... o pior e achar que esse treco tem a minha cara ! - Claro que é. Veja só vou perguntar pro vendedor.
- De jeito nenhum ! Ele é um vendedor, vai dizer que essa montruosidade é linda e maravilhosa...
Tarde demais, ela nem me deu ouvido, fiu completamente ignorada.
-Com licença, o que acha deste vestido ? Não é bonito.
-Com certeza !
-Viu, Veruska ! Até o vendedor acha esse vestido bonita - Gritou ela voltando-se em minha direção.
Todos dentro da loja figaram olhando-me. Aposto como estranharam o meu nome, Veruska. Pior do modo como minha mãe se vestia ou dos apelidos que dava-me era aquele nome com que batizou-me. Não podia ter escolhido outro melhorzinho ? Com tanto nomes diferentes e mais bonitos tinha que ser VERUSKA ? Ainda por cima meu pai concordou. Mais vergonhoso ainda e quando ela, minha querida mãe, conta para quem quiser ouvir que escolheu meu nome do nada enquanto bebia cerveja assistindo tv. Nessas horas fico morrendo com vontade de enfiar a cabeça num buraco e não sair mais.
Simplesmente peguei minha mãe pelo pulso e arrastei para fora da loja. Ela não entendeu nada. Mas depois bateu um arrependimento de ter feito isso, pensando melhor existem pessoas com nomes e sobrenomes piores ou mais estranhos e bizarros que o meu. Já ouvi um amigo dizer que família inteira, no sul do Brasil, tem o sobrenome é Cachorroski e de umas irmãs que os pais batizaram de Xerox, Autenticada e Fotocópia. Bem o fato e que acabei voltando com minha mãe na loja hoje e comprei o vestido pink de estanpa de oncinha, que com certeza vai ficar esquecido no guarda- roupas.
M.S.
Relação entre pais e Murphy!
Sentada na frente da televisão, tentando assistir um
filme com a família. Um irmão pentelho que não para quieto, uma avó com a cabeça
e o pescoço entregues lutando contra a gravidade, e a figura protetora de todos
no meio, a mãe, feliz alegre e contente por ver toda a família reunida.
Estes momentos em família estão cada vez mais raros
de serem vividos. E quando são vividos, alguma coisa por algum motivo de força
maior, não dá certo. E como já dizia Murphy: Nada é tão ruim que não possa
piorar.
Então é dada a largada e Murphy entra em ação. O primeiro desafio é
a escolha do filme, o segundo é fazer o seu pequeno demônio irmão
parar de falar, e o terceiro é fazer com que sua avó pare de roncar. Mas
durante o filme, sempre tem aquela cena que parece ter sido produzida para
gerar constrangimentos...
A cena que o melhor a se fazer seria dizer que
está com vontade de ir ao banheiro, e que não é necessário pausar o filme para
isso. A cena que quando você era criança, sua mãe tapava seus olhos com a mão
ou com uma almofada, sem que você soubesse o porque de tal atitude.
Porém, agora você cresceu e sabe o porque de
tal atitude, sabe que são cenas explícitas de relações BEM afetivas entre dois ou
mais personagens.
Mas no decorrer da situação, a única coisa que você
pensa em fazer, é mostrar desinteresse naquela cena que traz uma
tensão em todos que assistem, e esperar que ela termine antes que você precise
olhar para sua mãe e dizer algo.
Mas por que a vergonha e o constrangimento
diante da pessoa que te deu a vida e te ensinou a vive-la? Ninguém explica
isso, apenas sente. Não conheço uma pessoa que não tenha passado por isso, e
também não conheço uma pessoa que tenha agido naturalmente diante dessa
situação, como se fosse a coisa mais normal do mundo!
“Dreams Wedding’s”
Noticia:
“Castelos europeus viram salão de casório brasileiro ... Acostumada a organizar casórios no Brasil, ao planejar a própria festa Renata decidiu partir para uma opção mais especial e barata”.
Talita Bedinelli (São Paulo)
“Dreams Wedding’s”
Ela abriu o jornal sentada na mesa do café da manhã, e leu alto a noticia sobre casamentos na Europa, quando terminou olhou para Flavio sentada à sua frente.
-Você não acha que devíamos alertar as pessoas? -Perguntou Ana um pouco cabisbaixa.
- Porque Amor? Casamentos em castelos são tão maravilhosos! –ironizou Flavio.
-Pare com isso, não foi tão ruim assim!
- Não foi tão ruim? Deveria ter saído de graça e não mais barato! Aquilo nem parecia um castelo e sim uma masmorra, e lembra do seu vestido especial?
- Não me lembre dessa parte! As imagens que nos mostraram não eram daquele jeito- choramingou Ana.- Ah! O nosso álbum deve ficar pronto nesta semana!
- Nossa tinha me esquecido das fotos! Já faz um ano e meio que nos casamos!- indagou Flavio com tom de surpresa.
- Também nem faço questão, não conhecíamos ninguém que estava presente. – Riu Ana
- Não me canso de falar que a culpa foi sua! – protestou ele
- Não comece! Eu falei que a nossa família não tinha dinheiro para vir para Bósnia-Herzegovina. E eu não acredito ate hoje que você falou para os nossos padrinhos que o castelo ficava perto da Itália!- retrucou ela
- Eu já disse Ana que foi isso que me disseram lá na Dreams Wedding’s! E os figurantes não eram tão ruins assim!
-Até hoje ainda tenho pesadelos com aquela gritaria no final! Eles não sabiam bater palmas?! –perguntou Ana.
- Não sei! O que interessa é que recebi uma ligação hoje lá do Brasil, parece que as coisas estão indo bem com a papelada e os passaportes pra gente voltar! E pare com esta historia de alertar as pessoas! Se estamos passando por isso, elas também devem passar!- esbravejou Flávio.
-Tudo bem. Tudo bem!
"Uma Boa Resposta"
“Uma boa resposta”
Existem algumas profissões que tornam as pessoas portadoras de um tipo único de sabedoria. As pessoas em geral acham que para essas pessoas não existem perguntas no âmbito de seu conhecimento que não possuam respostas.
– “Então doutor o que você acha que a minha tia tem?”
- “Olha pelo telefone fica difícil saber!”
- “Mas como assim? Você não sabe?!”
As pessoas acham que só por que conhecem um medico podem ligar a qualquer hora, e ele vai dar o diagnostico mesmo não tendo contato nenhum com o enfermo!
Alguns alunos passam o ano inteiro frustrados porque o professor respondeu- “ Não sei” a uma pergunta.
Porém me surpreendi quando me dei conta de que além dos professores e médicos, os pais também possuem esse tipo de sabedoria, só que ao contrario dos outros dois, estes não são remunerados, ou talvez sejam, mas de uma forma diferente. Essa percepção me ocorreu quando estava arrumando um mala para viajar e fiz tais perguntas a minha mãe – “ você acha que vai chover?, quantas calças vou sujar?, quanto tempo dura meu shampoo? E que remédio devo tomar para dor no estomago?- como as respostas para todas as perguntas foi um “não sei”, larguei tudo e fiquei com raiva.- “mas você sempre sabe”!
Na verdade ela sabia responder todas as perguntas, ela só estava fazendo com que eu percebesse que eu mesma tinha as respostas, mas sabiamente agiu assim como os médicos que para não fazer especulação infundadas, dizem desconhecer o assunto, e também como os professores, que para não confundir o aluno naquele momento, prefere dissimular um “não sei”. E entre a minha percepção e a escrita desta crônica, me dirigi ate minha mãe e me desculpei, demonstrando que havia entendido o “não sei”.
"Coisa sem sentido"
“Coisas sem sentido”
Num ponto de ônibus há dez angustiosos minutos, onde uma aguda dor no estomago anuncia uma futura gastrite nervosa, senta-se ao seu lado uma figura humana que dirige um “boa tarde” em sua direção, o retorno da sua parte é apenas uma contração facial, só para evidenciar que você o escutou, porém ele não se intimida e prossegue um discurso sobre o tempo, de repente ele já esta contando suas origens. Entretanto antes de contar você já havia percebido pelo sotaque que ele não é de São Paulo- “Nossa que cidade louca é essa. Eu trabalho a dez minutos a pé de minha casa lá em Recife e a aqui as pessoas vivem atrasadas, correndo, isto não é vida!”
O que você pensa é, esse cara está de brincadeira comigo. Mas o olhar do tal sujeito, seu ar sereno e de verdadeira reflexão sobre o que vê te impressiona, tanto que não há mais jeito: em minuto você está desabafando, jogando tudo pra fora, concordando e discordando sobre o caos da cidade e as mazelas do transporte publico. Naquele momento o relógio ate deixou de fazer sentido, o ônibus que ia pegar então nem se fale. Mas no pico da discussão aquela figura da sinal para um táxi e vai embora dizendo-“ Quando for ate Recife me procure viu!”
A sensação neste momento, além de estar sem jeito, é o peso, sim olhar das pessoas te encara como se expressar opiniões com desconhecidos fosse um crime. Mas nesse ciclo vicioso de vida você faria o mesmo no lugar delas.
"Meu corpo, minhas regras" (meu corpo, minhas roupas)
Notícia:
Marcha das Vadias reúne 500 pessoas em São Paulo
(...) Nos dizeres frases em defesa das mulheres como "meu corpo minhas regras", ou ainda "meia arrastão não justifica estupro".
Crônica:
"Meu corpo, minhas regras"
- meu corpo, minhas roupas!
E lá estava eu, parada sem reação, completamente imóvel diante de um porco, um cara nojento que a princípio eu até tinha achado bonitinho. Mas gora, agora minha vontade é de dar um tapa muito bem dado na cara do tal porco bonitinho.
Eu não devia ter vindo. Sabia que o filme da tela quente de hoje seria a opção certa, mas como dizer não à Valéria, ela sabe nos convencer, sempre nos convence. E cá estou
Nunca fui tão humilhada!
Logo no início, já fui surpreendida: "Esse bar já foi melhor frequentado!" olhei para um lado, olhei para o outro, me recusei a acreditar que aquela fala se referia a mim. Mas então vieram outras. Outras frases no ar, outras mãos bobas, piscadinhas e caretas que eu acho que eram para parecer sensuais, mas na verdade eram estranhas e me causavam asco.
É uma pegadinha, só pode! Onde estão as câmeras?
Aquilo não podia estar de fato acontecendo. Nunca fui de se jogar fora, mas aquela situação já estava demais. Estava me sentindo totalmente desrespeitada, e não faltei com respeito a ninguém, não que eu tivesse percebido ao menos.
Já chega, vou embora! Este gordo, nojento e porco foi a gota d'água - pensei. Ele não merece nem se quer uma resposta
Dei meia volta, estava a caminho da saída, decidida a ir embora, que se dane a Valéria, nem tchau ela está merecendo. Olha ao local em que ela me trouxe
Peguei minha bolsa. Paguei. Sai.
Entrei no primeiro táxi que avistei. "É uma motorista, ainda bem". Era uma mulher talvez um pouco mais velha que a minha mãe, parecia ser muito simpática
- Posso lhe fazer uma pergunta?
- Claro -respondi sorrindo, enfim uma pessoa educada.
- Por que você usa essas roupas? Na minha opinião, vocês que se vestem assim, possuem uma enorme baixa estima, faltam a vocês amor próprio. Ora, os rapazes irão se interessar por vocês mesmo sem terem que mostrar todo o corpo. Desculpe a grosseria talvez, mas é que você se parece demais com a minha filha e eu nunca a deixaria sair assim...
Não respondi nada. Permaneci calada o resto do caminho.
Cheguei em casa. Me olhei no espelho
"Estou parecendo uma vadia?"
- Sim, estou parecendo uma vadia!
Mas que culpa tinha eu, oh céus! Saí do trabalho e fui para o barzinho, e estava interpretando uma mulher bem atraente, por assim dizer.
Pensei, revisei todos os ocorridos da noite...
Ora, e se eu tivesse escolhido esta roupa. o que importa? O corpo é meu, me visto como quiser, e os outros devem me respeitar de qualquer forma. Não tem o ditado "não julgue o livro pela capa"?
Então...
Não julgue a vadia pela roupa!
Marcha das Vadias reúne 500 pessoas em São Paulo
(...) Nos dizeres frases em defesa das mulheres como "meu corpo minhas regras", ou ainda "meia arrastão não justifica estupro".
Crônica:
"Meu corpo, minhas regras"
- meu corpo, minhas roupas!
E lá estava eu, parada sem reação, completamente imóvel diante de um porco, um cara nojento que a princípio eu até tinha achado bonitinho. Mas gora, agora minha vontade é de dar um tapa muito bem dado na cara do tal porco bonitinho.
Eu não devia ter vindo. Sabia que o filme da tela quente de hoje seria a opção certa, mas como dizer não à Valéria, ela sabe nos convencer, sempre nos convence. E cá estou
Nunca fui tão humilhada!
Logo no início, já fui surpreendida: "Esse bar já foi melhor frequentado!" olhei para um lado, olhei para o outro, me recusei a acreditar que aquela fala se referia a mim. Mas então vieram outras. Outras frases no ar, outras mãos bobas, piscadinhas e caretas que eu acho que eram para parecer sensuais, mas na verdade eram estranhas e me causavam asco.
É uma pegadinha, só pode! Onde estão as câmeras?
Aquilo não podia estar de fato acontecendo. Nunca fui de se jogar fora, mas aquela situação já estava demais. Estava me sentindo totalmente desrespeitada, e não faltei com respeito a ninguém, não que eu tivesse percebido ao menos.
Já chega, vou embora! Este gordo, nojento e porco foi a gota d'água - pensei. Ele não merece nem se quer uma resposta
Dei meia volta, estava a caminho da saída, decidida a ir embora, que se dane a Valéria, nem tchau ela está merecendo. Olha ao local em que ela me trouxe
Peguei minha bolsa. Paguei. Sai.
Entrei no primeiro táxi que avistei. "É uma motorista, ainda bem". Era uma mulher talvez um pouco mais velha que a minha mãe, parecia ser muito simpática
- Posso lhe fazer uma pergunta?
- Claro -respondi sorrindo, enfim uma pessoa educada.
- Por que você usa essas roupas? Na minha opinião, vocês que se vestem assim, possuem uma enorme baixa estima, faltam a vocês amor próprio. Ora, os rapazes irão se interessar por vocês mesmo sem terem que mostrar todo o corpo. Desculpe a grosseria talvez, mas é que você se parece demais com a minha filha e eu nunca a deixaria sair assim...
Não respondi nada. Permaneci calada o resto do caminho.
Cheguei em casa. Me olhei no espelho
"Estou parecendo uma vadia?"
- Sim, estou parecendo uma vadia!
Mas que culpa tinha eu, oh céus! Saí do trabalho e fui para o barzinho, e estava interpretando uma mulher bem atraente, por assim dizer.
Pensei, revisei todos os ocorridos da noite...
Ora, e se eu tivesse escolhido esta roupa. o que importa? O corpo é meu, me visto como quiser, e os outros devem me respeitar de qualquer forma. Não tem o ditado "não julgue o livro pela capa"?
Então...
Não julgue a vadia pela roupa!
Até se parece com Cubas
Notícia
Filha de volpi vive com menos de R$1000,00 por mês. Enquanto isso, segundo empresa que cobra os direitos autorais, outra herdeira recebeu R$260 mil desde 2004.
Desvio de R$1,2 milhão do espólio do pintor Volpi acirra briga de herdeiros.
Filha de volpi vive com menos de R$1000,00 por mês. Enquanto isso, segundo empresa que cobra os direitos autorais, outra herdeira recebeu R$260 mil desde 2004.
Desvio de R$1,2 milhão do espólio do pintor Volpi acirra briga de herdeiros.
Até se parece com Cubas
Oi, Vocês devem se lembrar de mim. Afinal, subi e larguei aí em baixo lembranças minhas valiosíssimas, que apesar de largadas não deixaram de ser minhas.
Eugênia, eu sei que é muito importante para você comprar sapatos, e deve ser muito difícil ter que escolher entre o vermelho e o branco. Eu preferiria o preto.
Mas as coisas aqui não estão fáceis também não viu? Ouvir você e sua irmã falando e me pedindo absurdos...Sem nem poder dizer nada, nem lançar um raio ou balançar as cortinas com o vento como nas novelas.
Mas as coisas aqui não estão fáceis também não viu? Ouvir você e sua irmã falando e me pedindo absurdos...Sem nem poder dizer nada, nem lançar um raio ou balançar as cortinas com o vento como nas novelas.
Talvez seja você mesmo que deva ficar com minhas obras, o que Djanira vai fazer com elas? Doar naquele lugar horrível onde as pessoas nem sabem direito quem sou eu? É. Compre seus sapatos, dizem que ser chique está na moda aí em baixo.
Deixe Djanira assim mesmo, sem um centavo meu, para que ela também não seja corrompida assim como você, que até me parece com meu querido amigo aqui de cima, Brás Cubas, que ao saber do nosso caso me contou que também queria ter toda a herança do pai, e herança não é sinônimo de lembrança né? Isso nem importa. Acabou ele é brigado com a irmã por que teve que dividir a herança, não a lembrança.
Há tempo de nascer e tempo de morrer
“O comandante do AF 447, Marc Dubois, poderia estar
acompanhado de uma tripulante que não estava trabalhando no momento em que o
avião da Air France caiu no mar em 2009, deixando 228 mortos durante um voo do
Rio para Paris.”
(Folha de S. Paulo, Cotidiano, 08/06/2012.)
![]() |
| Quem será que tirou essa foto? |
Senhor piloto Dubois, venho por meio dessa carta
lhe questionar o que causou o acidente do Airbus AF 447 em 2009, quando
voávamos do Rio de Janeiro, rumo a Paris.
Primeiro
quero começar do final: hoje me encontro em um estado nojento, quer dizer, o
que sobrou de mim está fedendo a podridão, tenho vermes por todo meu corpo, que
até me fazem cócegas quando se alimentam em certos locais. Posso lhe dizer que
meus últimos momentos não foram em paz. Durante as turbulências ignorei
qualquer cogitação de que aquele avião pudesse cair, acredito nas estatísticas,
viajar de carro é muito mais perigoso.
Mas o que ninguém sabia, é que viajar de avião com um piloto ausente é muito mais perigoso... e a pergunta que não quer calar: ‘O que o senhor fazia naquele momento em que MAIS PRECISÁVAMOS DE VOCÊ?’
Mas o que ninguém sabia, é que viajar de avião com um piloto ausente é muito mais perigoso... e a pergunta que não quer calar: ‘O que o senhor fazia naquele momento em que MAIS PRECISÁVAMOS DE VOCÊ?’
Depois
os brasileiros que tem fama de fanfarrões. A irresponsabilidade do senhor
piloto nos custou a vida. Não é apropriado receber ‘visitinhas’ no horário do
expediente, você deveria saber! Existe tempo pra tudo nessa terra: tempo de chorar
e tempo de rir, tempo de dançar e tempo de dormir, tempo de pilotar e tempo de
namorar... ou seja, era pra talvez estarmos vivos agora.
Ainda posso sentir o enjoo, o avião em queda livre
e caindo no mar bem forte. A água entrando por toda parte... se pelo menos
fosse na terra o avião teria explodido e eu não teria sofrido toda aquela
agonia.
Agora
que sou um defunto autor, deixo minhas dicas para os pilotos de aviões: horário
de trabalho é horário de trabalho. Nada de mulheres, funk, cerveja, jogos de
baralho e Playstation. Certifiquem-se de que os freios estejam funcionando, e
se beber não pilote ou dirija.
(Obs.: Pessoal, me ajudem a corrigir essa crônica. Acho que faltou criatividade aqui. Se tiverem ideias para um melhor desfecho eu agradeço e estou curiosa para saber ;))
Quase tudo pronto
Notícia:
Castelos europeus viram salão de casório
brasileiro
Festas em residência real chega a
custar metade do que em um salão chique paulistano
Procura leva empresas a se
especializarem em ‘destination weddings’
(casamentos como destinos) em São Paulo
Crônica:
Quase
tudo pronto
Devia ser o sonho dela, e porque não assumir, talvez o meu também... Casar-se em um castelo; desculpem-me o
clichê, mas é coisa de cinema. Imagine só, no alto de uma montanha, uma
construção do início do milênio passado, um local com beleza cênica de tirar o
fôlego, um bom vinho, e uma música agradável.
Foi quando caminhando tranquilamente pela cidade li um anúncio que dizia
que se casar em um castelo europeu esta custando praticamente a metade do que
em um salão de festa em São Paulo. Era
minha oportunidade, com o euro desvalorizado e tudo o mais, era hora de planejar
a minha primeira viagem ao exterior.
Meus familiares, quando ficaram sabendo da notícia, acharam que eu estava
ficando louco. Lembro de ouvir um tio meu conversando com meu pai:
- O Gustavo enlouqueceu de vez, é melhor você procurar um médico para tratar dele - dizia indignado com a situação. Meu pai replicou dizendo que já o estava fazendo, e que a culpa era de minha mãe.
- O Gustavo enlouqueceu de vez, é melhor você procurar um médico para tratar dele - dizia indignado com a situação. Meu pai replicou dizendo que já o estava fazendo, e que a culpa era de minha mãe.
Deixando de lado os conflitos familiares, fui buscar mais informações
sobre o assunto. Conversei com pessoas de empresas especializadas no ramo, e
mais uma vez me espantei ao confirmar que era realmente mais vantajoso realizar
a cerimônia matrimonial em um castelo do que em São Paulo. Fechei o acordo, meu
casamento seria realizado no Castello Di
Vincigliata, a apenas 20 minutos do centro de Florença na Itália em
aproximadamente um ano e meio. Tudo já estava certo desde a cerimônia, a festa,
e os lugares que iria visitar durante a lua-de-mel. Faltavam apenas 562 dias,
era tempo suficiente para eu ir treinando o meu italiano e encontrar minha
futura esposa que terá a honra de se casar comigo em um lindo castelo.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
O hipócrita que não sabia pilotar
"A
confusão começou no momento do embarque no vôo 5348, quando o passageiro, que
não teve o nome divulgado, avistou a comandante e disse para a tripulação que
se recusava a viajar em vôos comandados por mulheres."
Entrei no avião, dei bom-dia para a tripulação e estava indo
à cabine quando um rapaz cutucou-me pelo braço.
- Você não é a piloto, é? – Não seria necessário muita atenção para perceber que o tom da pergunta fora de deboche.
Respirei fundo e sorri educadamente respondendo que sim.
- Não vou voar com uma mulher pilotando o avião. – Ele retrucou.
Minha reação foi de raiva e espanto ao mesmo tempo. Sou piloto há 15 anos e nunca tive esse tipo de problema. E devo admitir que não somos treinadas para esse tipo de situação. Esperava que a sociedade tivesse evoluído de tal modo que não houvesse mais problemas de discriminação de sexo.
- Você não é a piloto, é? – Não seria necessário muita atenção para perceber que o tom da pergunta fora de deboche.
Respirei fundo e sorri educadamente respondendo que sim.
- Não vou voar com uma mulher pilotando o avião. – Ele retrucou.
Minha reação foi de raiva e espanto ao mesmo tempo. Sou piloto há 15 anos e nunca tive esse tipo de problema. E devo admitir que não somos treinadas para esse tipo de situação. Esperava que a sociedade tivesse evoluído de tal modo que não houvesse mais problemas de discriminação de sexo.
As aeromoças se aproximaram
e tentaram apaziguar a situação, mas o sujeito começou a fazer um alvoroço
repetindo várias vezes que se recusava em voar comigo.
Minha vontade era de decolar e gentilmente jogar o sujeito para fora da aeronave quando alcançasse a altitude de 30.000 pés. Quem ele pensa que é? Está me desrespeitando e ainda atrasando o vôo. Cansada do chilique do rapaz, resolvi perguntá-lo com o maior sorriso no rosto:
- O senhor prefere pilotar o avião?
Ele olhou para o chão por alguns segundos, provavelmente na tentativa de esconder seu rosto do resto do mundo. Eu ria internamente da situação, afinal, é fácil criticar quando não entende do assunto, não é mesmo? Por alguns segundos fiquei com dó do senhorzinho que agora me olhava com cara de choro como se estivesse me pedindo desculpas em silêncio. Para terminar com minha argumentação, ressaltei:
- Todos os pilotos dessa companhia aérea são devidamente treinados para exercer o cargo. Ficarei contente se puder decolar, pois o vôo já está atrasado em uma hora.
Ele continuou
mudo, mas conseguiu balançar a cabeça positivamente com um falso sorriso no
rosto. Ele virou de costas e foi sentar-se em sua poltrona que para sua
desgraça ficava no final do corredor em que ele teve que passar tentando
esconder seu rosto de todos os passageiros olhando-o com cara feia. Minha vontade era de decolar e gentilmente jogar o sujeito para fora da aeronave quando alcançasse a altitude de 30.000 pés. Quem ele pensa que é? Está me desrespeitando e ainda atrasando o vôo. Cansada do chilique do rapaz, resolvi perguntá-lo com o maior sorriso no rosto:
- O senhor prefere pilotar o avião?
Ele olhou para o chão por alguns segundos, provavelmente na tentativa de esconder seu rosto do resto do mundo. Eu ria internamente da situação, afinal, é fácil criticar quando não entende do assunto, não é mesmo? Por alguns segundos fiquei com dó do senhorzinho que agora me olhava com cara de choro como se estivesse me pedindo desculpas em silêncio. Para terminar com minha argumentação, ressaltei:
- Todos os pilotos dessa companhia aérea são devidamente treinados para exercer o cargo. Ficarei contente se puder decolar, pois o vôo já está atrasado em uma hora.
Sou a pessoa mais educada do mundo, mas quando duvidam da minha capacidade como piloto, não sou obrigada a aturar tal discórdia.
Até que a rede nos separe !
Até que a rede nos separe !
Eles eram loucos, só isso consegue justificar o que aconteceu. Por que não poderiam ser um casal comum ? Pô, ela está na Itália, num lugar com nome de linguiça, e das ruins ainda, toscana ! Imagine só você falando : "Eu moro em Toscana.", quem mora em toscana é o que? tosco? Aff, eu fico louco com isso.
Imagine você, no meio do trânsito da Avenida Faria Lima, na hora do "Rush", que aliás em São Paulo parece que é qualquer hora do dia, quando se recebe uma mensagem do seu melhor amigo : "Vou me casar, estou feliz !". Feliz ? Como ? Aliás, por quê? Casar é caro, eu não gasto dinheiro com isso.
O convite chegou, era uma carta branca, enfeitada de rosas de cor vermelha nas bordas, tinha um selo dourado selando-a e em seu interior, vinha um bilhete em papel antigo feito grimório e perfumado, com uma mensagem : "Convide você a meu casamento, o melhor do século, num instante Brasil-Itália, conto com sua presença !". Eu fui.
Calma, isso está estranho, só a familia do noivo está aqui, a igreja está decorada, o padre está montando alguns equipamentos de vídeo e instalando-os num telão gigante a frente do altar, a imagem apareceu.
Aquilo tudo era uma chamada de vídeo, via Skype, onde do outro lado haviam várias pessoas em frente a um castelo com uma bandeira da Itália ao fundo, ouvi cochichos de que era Toscana, tive que retrucar : "Eis aí, o palácio da linguiça !", alguns riram.
No começo estava tudo normal, até pensei que era uma inovação tecnológica, mas quando todo mundo sentou, aqui e lá no vídeo, a música de casamento de entrada de noiva começou a tocar e o noivo foi para frente do altar e em seguida a noiva apareceu no vídeo, eu fiquei sem reação !
Um casamento assim ? A distância ? Ah não, isso é o cúmulo da nerdice, parece coisa daqueles adolescentes que ficam na webcam com plaquinhas de amor a noite inteira. O casamento começou.
Os convidados ficaram inconformados com o ato, nunca viram nada assim. Durante o gran finale, quando o padre tentava falar Italiano (só tentava, aquilo parecia qualquer língua, menos Italiano) o computador caiu no chão, derrubado por uma criança que andava ao fund, e o telão ficou escuro, a conexão caiu.
Que desastre ! Que desastre ... o que era pra ruim ficou ainda pior, não, minto, ficou péssimo, pois duas horas depois, quando o computador voltou a funcionar, a noiva tosca deixou uma mensagem : "Se eu esperei uma hora para casar, você pode esperar um século para me reconquistar e mesmo assim será perca de tempo.", o casamento acabou.
Imagine você, no meio do trânsito da Avenida Faria Lima, na hora do "Rush", que aliás em São Paulo parece que é qualquer hora do dia, quando se recebe uma mensagem do seu melhor amigo : "Vou me casar, estou feliz !". Feliz ? Como ? Aliás, por quê? Casar é caro, eu não gasto dinheiro com isso.
O convite chegou, era uma carta branca, enfeitada de rosas de cor vermelha nas bordas, tinha um selo dourado selando-a e em seu interior, vinha um bilhete em papel antigo feito grimório e perfumado, com uma mensagem : "Convide você a meu casamento, o melhor do século, num instante Brasil-Itália, conto com sua presença !". Eu fui.
Calma, isso está estranho, só a familia do noivo está aqui, a igreja está decorada, o padre está montando alguns equipamentos de vídeo e instalando-os num telão gigante a frente do altar, a imagem apareceu.
Aquilo tudo era uma chamada de vídeo, via Skype, onde do outro lado haviam várias pessoas em frente a um castelo com uma bandeira da Itália ao fundo, ouvi cochichos de que era Toscana, tive que retrucar : "Eis aí, o palácio da linguiça !", alguns riram.
No começo estava tudo normal, até pensei que era uma inovação tecnológica, mas quando todo mundo sentou, aqui e lá no vídeo, a música de casamento de entrada de noiva começou a tocar e o noivo foi para frente do altar e em seguida a noiva apareceu no vídeo, eu fiquei sem reação !
Um casamento assim ? A distância ? Ah não, isso é o cúmulo da nerdice, parece coisa daqueles adolescentes que ficam na webcam com plaquinhas de amor a noite inteira. O casamento começou.
Os convidados ficaram inconformados com o ato, nunca viram nada assim. Durante o gran finale, quando o padre tentava falar Italiano (só tentava, aquilo parecia qualquer língua, menos Italiano) o computador caiu no chão, derrubado por uma criança que andava ao fund, e o telão ficou escuro, a conexão caiu.
Que desastre ! Que desastre ... o que era pra ruim ficou ainda pior, não, minto, ficou péssimo, pois duas horas depois, quando o computador voltou a funcionar, a noiva tosca deixou uma mensagem : "Se eu esperei uma hora para casar, você pode esperar um século para me reconquistar e mesmo assim será perca de tempo.", o casamento acabou.
E Prutão, como fica?
E Prutão, como fica?
- João, tu voltou de viagem foi ? Tanto tempo que num ti vejomeio fio, tá moço, tá bunito, tá engomado, arrumô uma muié foi?
- Não não mãe, ainda não tenho uma mulher, mas voltei aqui para passar um tempo com você.
- Ah, que baum meu filho, tu tem novidade?
- Bom mãe, enquanto fiquei na cidade descobri que Plutão não é mais considerado um planeta.
- Tadin do Prutão, e quem é esse tal de praneta?
- Planeta mãe, não sei definir bem, você mora na Terra, a Terra é um planeta.
- I é? As terra aqui é tudo grande, i esse prutão num é mais praneta pur quê?
- É porque ele é pequeno mãe.
- Uai, aqui minha casinha é piquena tumbém e eu moro nela.
- Mas Plutão é longe mãe.
- Só pega um buzão ué, num veju dificuldadi fio, quaisquer coisa é só perguntá, quem tem boca a Roma vai !
- Não é tão simples assim ...
- Num vejo cumplicação, ô povo loco vissê ! Num tem o que fazê e fica por aí julgando us otro, tadin do Prutão ...
- Pois é mãe, vai entender ...
- Não não mãe, ainda não tenho uma mulher, mas voltei aqui para passar um tempo com você.
- Ah, que baum meu filho, tu tem novidade?
- Bom mãe, enquanto fiquei na cidade descobri que Plutão não é mais considerado um planeta.
- Tadin do Prutão, e quem é esse tal de praneta?
- Planeta mãe, não sei definir bem, você mora na Terra, a Terra é um planeta.
- I é? As terra aqui é tudo grande, i esse prutão num é mais praneta pur quê?
- É porque ele é pequeno mãe.
- Uai, aqui minha casinha é piquena tumbém e eu moro nela.
- Mas Plutão é longe mãe.
- Só pega um buzão ué, num veju dificuldadi fio, quaisquer coisa é só perguntá, quem tem boca a Roma vai !
- Não é tão simples assim ...
- Num vejo cumplicação, ô povo loco vissê ! Num tem o que fazê e fica por aí julgando us otro, tadin do Prutão ...
- Pois é mãe, vai entender ...
domingo, 10 de junho de 2012
Castelos europeus viram passeio para brasileiros
Até brasileiro ta indo para Europa fazer festa.
Como que os
brasileiros evoluíram de povo que vive a sua simples vida para povo que viaja o
mundo?
Deve ser a crise na Europa! Porque francamente que brasileiro
hoje consegui viaja o mundo sem se endividar.
- Eu não conheço
nem um.
Muito menos quem vai para o exterior sem propósito, ou
pior vai para se casar como se já não fosse ruim ter que fazer uma festa pros
outros, gastando rios de dinheiro.
Talvez essas pessoas não sejam da realidade vivida pela
nossa sociedade que é totalmente desequilibrada.
Acredito que o Brasil como um todo está no caminho certo
para se tornar uma potência mundial, porém é preciso primeiro concertar as
pessoas, porque uma sociedade que não se da o valor não adquiri o respeito dos
outros povos.
Fato esse que ocorre quando os brasileiros vão para os
países do exterior e são rotulados de trombadinha, mão leve.
O triste é que somos tratados assim e gostamos de tratar
bem os turistas, deveria ser o contrario, só dessa maneira poderíamos mostrar
para os outros que temos valor.
Vivendo e aprendendo
No decorrer de nossas vidas, sempre temos nossos pais
como fonte de expiração e possivelmente muitas de nossas atitudes serão
reflexas de nossa convivência.
Quando era menor não tinha consciência de que algumas
atitudes eram importantes para meu bem estar, como as vezes que saia de casa
sem casaco ou sem guarda-chuva, mesmo minha mãe dizendo para eu levar.
Quase sempre ela estava certa porque inúmeras vezes
peguei chuva ou passei frio, mas eu não admitia. Imagino perder a queda de
braço para minha mãe, nunca.
Mas, isso são pequenas coisas do cotidiano que todos um
dia iram passar, porém são parte de um aprendizado muito importante, pois cada
atitude sempre vem carregado de uma parte pessoa.
Como cresci meus pais pararam de dar conselhos como do
casaco, acho que quando somos menores há uma necessidade de repetir mil vezes
uma regra ou uma coisa muito importante, mas quando somos maiores já temos a
consciência de varias atitudes, mas mesmo assim de vez em quando sou advertido.
Acho que os pais não nos advertem por chatice, mas pelo
fato de passar para nós algum tipo confiança, para um dia não precisarmos mais
de conselhos.
Pensando assim, da para dizer que tudo é aprendizado e
que provavelmente essas coisas que estou dizendo uma hora serão ditas por mim
em alguma ocasião.
Quebrando a rotina
Vacas expulsam jovens de festa e
bebem cervejas deixadas em mesa
(Site G1, Planeta Bizarro,
25/05/2012)
No começo de noite, algumas amigas começam a reclamar da
monotonia de suas vidas.
- Ai, Laura, tô cansada de fazer todo dia a mesma coisa e ir
para os mesmos lugares... Você não está?
-Estou! Fico até estressada, grito com meus filhinhos e com
minhas colegas de trabalho.
- Estava pensando em chamar umas amigas e, que tal irmos a
uma festa?
- Ótima idea Grace!
Laura e Grace procuram por suas amigas Mariah, Quitéria e
Maggie. Combinam de ir a uma festa para se divertirem e beberem cerveja .
Suas rotinas estavam deixando-as estressadas, irritadas e
chatas. O que acarretava em baixo rendimento no trabalho, músculos contraídos e
grande insatisfação do patrão.
Lembraram que um dia desses o patrão havia comentado com um
funcionário que toda sexta tinha uma festa numa casa perto dali, decidiram
então participar dessa tal festa.
-Maggie você ficou muito bonita! Vai arrasar na festa! –
comentou Mariah.
- Obrigada Mariah! – agradeceu Maggie.
- Estou ansiosa para essa festa! – disse Quitéria.
- Vamos meninas, senão chegaremos atrasadas! – advertiu Laura.
No caminho iam alegres e agitadas, rebolando de um lado para
o outro.
- Chegamos meninas, vamos agitar essa festa! – comentou Grace.
Ao invadirem a festa todos os convidados se assustaram e
saíram correndo.
- Vacas! – gritou uma jovem
- Corre galera! – gritou um homem
As vacas aproveitaram para beber as cervejas deixadas ali.
- Nossa estou me sentindo outra! – ironizou Mariah.
- Está tudo rodando! – brincou Quitéria.
Os jovens foram embora assustados e a festa virou um
verdadeiro curral cheio de vacas bêbadas.
As vacas se divertiram e conseguiram quebrar a rotina.
Precisava ser daquele jeito ?
- Filha, a
mãe vai sair com seu padrasto e já volta.
- Ok mãe!
Foi assim
que a minha mãe se despediu...
Mais tarde
sentada no sofá de casa vendo televisão com meu namorado, passa uma matéria no
jornal sobre a Marcha das Vadias.
“Uma mulher veste roupas curtas e anda de forma provocante
pelas ruas. Muito maquiada, chama atenção de todos os que passam. Ela apenas se
veste da forma como gosta, mas alguns a chamam de vadia e, pior, defendem que
ela quer e merece ser estuprada. E assim, a violência contra a mulher vai se
justificando das formas mais improváveis. É justamente contra isso que cerca de
500 pessoas participam da Marcha das Vadias em São Paulo”.
-
Acho legal a forma com que essas mulheres manifestam, mais não teria coragem de
sair assim na rua.
Meu
namorado me olha com uma cara de espanto e fala.
-
Olha amor, você eu acho que não teria coragem. Mais sua mãe e seu padrasto...
Não
deixei que ele terminasse e frase e já interrompi respondendo
-
Porque minha mãe e meu padrasto?
-Ah
porque sua mãe e seu padrasto, são os lideres da manifestação. Olho pra
televisão e vejo meu padrasto com uma peruca loira, de minissaia e um salto
plataforma. Minha mãe estava dando entrevista para uma emissora de televisão.
Não
sabia o que falar. Senti orgulho por ela estar protestando a favor das
mulheres, mais meu padrasto precisava estar vestido daquele jeito?
TPM aérea
Notícia:
Homem reclama de piloto mulher e é expulso de avião
Ao avistar a comandante,ele disse que não viajaria em voo que saía de Minas
Segundo a empresa ela "convidou educadamente esse senhor para sair da aeronave"
Crônica:
"Senhores passageiros,devido à um passageiro medíocre e machista, passaremos por uma pequena turbulência.Por favor mantenham a calma, permaneçam em seus lugares e apertem os cintos"
Achei estranho aquele aviso na metade do voo e aquela gritaria vinda da cabine do avião.Resolvi levantar e ver o que estava acontecendo eu mesmo.A aeromoça pediu para eu me sentar, e nesse momento o avião deu uma chacoalhada forte,aproveitei e segui para a cabine."Você está louca mulher?!Eu me recuso!" "Eu que me recuso a passar por isso"- saiam vozes da cabine.Eis o motivo do problema.A porta estava entreaberta e eu entrei para averiguar a situação.Lá estava a comandante do avião e o sujeito que veio sentado atrás de mim, que havia levantado para ir ao banheiro já fazia um tempo.Ele estava de pé e visivelmente alterado e ela mais ainda do que ele.
- O que está acontecendo aqui ein?-Perguntei sem entender nada.
- O que acontece meu amigo,é que nós temos um sério problema aqui.Quando estava indo ao banheiro, vi a porta da cabine meio aberta e vi que essa senhora pilotava o avião.Como que alguém pode aceitar que uma mulher comande um avião desse porte?- disse o homem.
Particularmente,achei desnecessário esse comentário, quem hoje tem um pensamento tão primitivo quanto esse?
-Como alguém pode é deixar um animal como o senhor viver solto, isso sim!- retorquiu a mulher.Ri comigo mesmo, isso é que dá mexer com mulher.
- E agora companheiro- continuou ele -ela quer que eu lhe peça desculpas!Vê se pode!
-Você não vai pedir?Então está bem!
Nesse momento fiquei paralisado e pressenti o que estava por acontecer.Ela pegou o volante,se é que é volante que se diz, e puxou com toda força.Senti um impulso enorme e percebi que estávamos caindo em queda livre.
-Pede desculpa!
-Você tá louca?Quer nos matar?Viu que eu tinha razão sua descontrolada!
-Você não vai pedir desculpas?
Os 2 já estavam gritando e eu resolvi gritar também.
-Pede logo pelo amor de Deus!Posso pedir por ele?Desculpa, ó viu?Agora volta o avião ao normal!!
-Não aceito eu quero que ele peça!
Olhei pela janela e vi que o mar estava mais próximo.
-Pelo amor de Deus homem!Você prefere morrer a dizer que está errado?Já estava me imaginando no fundo do mar, a água gelada batendo em mim.Acho que meu companheiro pensou o mesmo pois gritou:
-Tá bom!Tá bom desculpa eu fui um idiota!
-Assim é melhor!-Tranquilamente pegou o volante e recuperou o curso do avião.Que alívio!
Eu e o rapaz ficamos olhando para a comandante, enquanto ela levantava e pegava alguma coisa em um compartimento no fundo da cabine.Era uma mochila bem grande que entregou ao rapaz do meu lado.
-Que que é isso?-perguntou à ela.E tranquilamente ela respondeu:
-É um para-quedas.Agora EU que me recuso à viajar com você.
Homem reclama de piloto mulher e é expulso de avião
Ao avistar a comandante,ele disse que não viajaria em voo que saía de Minas
Segundo a empresa ela "convidou educadamente esse senhor para sair da aeronave"
Crônica:
TPM aérea
"Senhores passageiros,devido à um passageiro medíocre e machista, passaremos por uma pequena turbulência.Por favor mantenham a calma, permaneçam em seus lugares e apertem os cintos"
Achei estranho aquele aviso na metade do voo e aquela gritaria vinda da cabine do avião.Resolvi levantar e ver o que estava acontecendo eu mesmo.A aeromoça pediu para eu me sentar, e nesse momento o avião deu uma chacoalhada forte,aproveitei e segui para a cabine."Você está louca mulher?!Eu me recuso!" "Eu que me recuso a passar por isso"- saiam vozes da cabine.Eis o motivo do problema.A porta estava entreaberta e eu entrei para averiguar a situação.Lá estava a comandante do avião e o sujeito que veio sentado atrás de mim, que havia levantado para ir ao banheiro já fazia um tempo.Ele estava de pé e visivelmente alterado e ela mais ainda do que ele.
- O que está acontecendo aqui ein?-Perguntei sem entender nada.
- O que acontece meu amigo,é que nós temos um sério problema aqui.Quando estava indo ao banheiro, vi a porta da cabine meio aberta e vi que essa senhora pilotava o avião.Como que alguém pode aceitar que uma mulher comande um avião desse porte?- disse o homem.
Particularmente,achei desnecessário esse comentário, quem hoje tem um pensamento tão primitivo quanto esse?
-Como alguém pode é deixar um animal como o senhor viver solto, isso sim!- retorquiu a mulher.Ri comigo mesmo, isso é que dá mexer com mulher.
- E agora companheiro- continuou ele -ela quer que eu lhe peça desculpas!Vê se pode!
-Você não vai pedir?Então está bem!
Nesse momento fiquei paralisado e pressenti o que estava por acontecer.Ela pegou o volante,se é que é volante que se diz, e puxou com toda força.Senti um impulso enorme e percebi que estávamos caindo em queda livre.
-Pede desculpa!
-Você tá louca?Quer nos matar?Viu que eu tinha razão sua descontrolada!
-Você não vai pedir desculpas?
Os 2 já estavam gritando e eu resolvi gritar também.
-Pede logo pelo amor de Deus!Posso pedir por ele?Desculpa, ó viu?Agora volta o avião ao normal!!
-Não aceito eu quero que ele peça!
Olhei pela janela e vi que o mar estava mais próximo.
-Pelo amor de Deus homem!Você prefere morrer a dizer que está errado?Já estava me imaginando no fundo do mar, a água gelada batendo em mim.Acho que meu companheiro pensou o mesmo pois gritou:
-Tá bom!Tá bom desculpa eu fui um idiota!
-Assim é melhor!-Tranquilamente pegou o volante e recuperou o curso do avião.Que alívio!
Eu e o rapaz ficamos olhando para a comandante, enquanto ela levantava e pegava alguma coisa em um compartimento no fundo da cabine.Era uma mochila bem grande que entregou ao rapaz do meu lado.
-Que que é isso?-perguntou à ela.E tranquilamente ela respondeu:
-É um para-quedas.Agora EU que me recuso à viajar com você.
Corra que a mamãe vem aí
O cérebro controla todas as ações do nosso corpo,desde pensamentos,falas e gestos.Tudo é pensado e planejado antes de ser feito, mas há uma exceção:quando se está bravo.É como quando você xinga a mãe do outro, mesmo sem conhecê-la ou saber se ela já trabalhou em uma esquina.É certo que é algo tão espontâneo, que a pessoa não sabe o poder que tem as suas palavras e o real significado delas.
O pior exemplo disso são as mães:uma pequena coisa é motivo para uma hecatombe.A poça d'água no banheiro após o banho se torna um Tsunami, se tem um calçado fora da sapateira, você se transforma em um porco e seu quarto em um chiqueiro e se deixa uma toalha molhada em cima da cama é motivo para ela querer te enforcar com ela.
Outro dia estava eu, assistindo tv quando presenciei uma das famosas e nada raras ,broncas da minha mãe para a minha irmã.O quarto dela como sempre estava uma verdadeira zona, minha mãe não fez nada, apenas olhou,virou e disse: "Quando é que você vai arrumar esse quarto?Quando eu botar fogo nele com você dentro?!"Não se indignem pessoal dos Direitos Humanos e da Proteção à criança e ao Adolescente, todos nós sabemos que minha mãezinha não ia realmente fazer isso.Ela só estava nervosa, o que comprova o que eu disse no começo.Mas no momento em que ouvi essa frase não aguentei e quase chorei de rir, o que contagiou minha mãe e minha irmã.
Minha mãe pode ser meio nervosa , falar sem pensar e às vezes até surtar, mas faz parte.E se sua mãe nunca falou nada disso com você, pode ter certeza que pelo menos pensou.Toda mãe é igual, só muda de endereço e você caro leitor, sabe bem disso.
O mais estranho é quando ela diz que se te deu a vida tem todo o direito de tirá-la.
Convite de Casamento
Notícia: Castelos europeus viram salão de casório brasileiro
Ao planejar a própria festa Renata decidiu partir para uma opção mais "especial" e barata.
Crônica:
Convite de Casamento
“ Aparecido Gonçalves
Salvadego e Maria Conceição Salvadego,
Cláudio Roberto Cardoso e Regina Célia
Cardoso convidam você para a cerimônia religiosa do casamento de seus filhos:
Renata E Alan
A realizar-se no dia 15 de agosto de
2012, às 17h no Castelo de Chantily, Oise, França.Por favor confirmar presença
até o dia 1/08/12.
Maiores informações: (11)85208182;(11) 3978-1315 “
Ao ler o convite, Rodrigou olhou estupefato e disse à mulher:
- Tarsila! Como assim o casamento da
Renata vai ser na França? De que forma conseguiremos dinheiro para ir?
- Ora bolas, meu amor, eu mesma já
disse que a Renata sempre quis casar fora do país e ela também disse que sairá
mais em conta e...
- Mais barato? – Questionou ele, já
nervoso. Não há jeito nenhum para isto sair mais barato, além do mais seremos
os padrinho. Isto é um absurdo. Um absurdo!
-
Eu disse que sairia mais barato para eles – respondeu a mulher,
indignada. Realmente eles gastarão menos
do que alugar um grande salão aqui em São Paulo. Nós podemos retirar o dinheiro
da poupança, já está guardado há um belo tempo.
Neste momento, Rodrigo entristeceu-se
e disse:
-
Amor, você sabe que aquele dinheiro é para o nosso carro. Já faz um
tempo que eu quero comprá-lo e no mês que vem o IPVA deste ano sairá de graça.
Com um ar de indiferença, Tarsila
respondeu:
- Ah, podemos esperar mais um pouco,
não podemos? Até porque a Renata é minha amiga de infância e ela está muito
feliz agora que conseguiu essa oportunidade.
- Então você já sabia? – Perguntou
ele, surpreso.
- É, ué. Já não lhe falei isso?
- Não, tenho certeza. Se fosse, teria
aceitado aquele emprego na empresa que o Carlos trabalhou. Não é o que eu
gosto, mas pelo menos ganharia mais.
Rodrigo, ainda estamos em fevereiro –
repetiu ela, alertando. Se guardarmos duzentos e cinquenta reias por mês, até
julho já teremos o suficiente. Com essa crise europeia então...
- Sabes que eu não gosto da ideia –
replicou ele batendo o pé no chão.
-
Mas vai aprender a gostar é já. Se não quiser ir, tudo bem - ironizou
ela – eu peço à noiva escolher o Flávio para ser o padrinho no teu lugar.
- Aquele que dançou contigo no baile
de formatura do colégio?
- Ele mesmo – sorriu ela.
- Mas nem que a vaca tussa – protestou
ele. Não vou deixar você ser madrinha com aquele mala-sem-alça. Nunquinha. Eu
vou com você.
Tarsila começou a rir e disse:
Ai amor, como você é bobo. Se você não
fosse eu não iria com o Flávio, nunca mais falei com ele. Mas agora que você
confirmou, posso dizer para a Rê que vamos.
- Tudo bem – bufou ele. Mas sabes que
teremos que economizar. Nada de roupas e jantares caros até lá.
- Claro, também não quero perder a
viagem.
- Obrigado.
-
Merci Beaucoup e um biquinho para aprender francês até lá.
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