- Filha, quer me fazer um favor? – Meu pai me perguntou
sentado ao meu lado.
Analisemos a pergunta: “Quer me fazer um favor?” ·
Não pense que essa pergunta é tão simples quanto parece. Essa é daquelas que seu pai finge lhe dar uma opção, mas no fundo você não tem. Então não se iluda com isso. O fato é que eu estava inexplicavelmente cansada e tinha tido um dia daqueles, e não, eu não queria fazer nenhum favor para o meu pai. Na verdade, não queria fazer nenhum favor para ninguém. Então, como meu pai me ensinou a sempre ser uma pessoa muito sincera, resolvi responder da forma mais honesta possível: “Não”.
Minha reação foi a mesma que a dele: silêncio total. Mas provavelmente ele devia estar me xingando mentalmente e se perguntando porque havia tido uma filha tão inutilmente inútil.
- Porque não?
- Porque não pai, eu estou cansada.
Na verdade eu nem estava tããão cansada assim, mas eu estava tão confortável no sofá e tão bem assessorada pelos canais da minha televisão que minha preguiça quase virava um cansaço.
- Eu também estou cansado, mas eu preciso fazer uma coisa e preciso da sua ajuda.
Meu pai nunca foi daqueles pais autoritários que manda um filho fazer alguma coisa e ponto final. E por essa mesma razão eu o respeito tanto e, às vezes – muito raramente – até resolvo fazer algumas coisas por ele. Mas naquela situação, nada, nem ninguém, me faria sair do meu sofá que me escravizava com sua confortabilidade.
Minha sorte foi que meu celular interrompeu esse lindo momento e eu o atendi sem hesitar.
Minha melhor amiga começou a explicar que eu deveria tomar um banho e ir direto para a casa dela, porque minha paixão platônica havia deixado um convite no meu facebook para uma tal festa (que era naquele mesmo dia) e, não sei porque raios de motivo, eu não havia visto o convite. Ela desligou o celular na minha cara depois de me intimar a ir para a casa dela correndo.
Então... Sabe aquela pequena frase que eu disse ali em cima?
Analisemos a frase: “Nada, nem ninguém, me faria sair do meu sofá...”.
Na verdade, não há muito que se analisar nessa frase, apenas o fato de que ela não se aplica a qualquer situação que envolva paixão platônica, ok?
Não pense que essa pergunta é tão simples quanto parece. Essa é daquelas que seu pai finge lhe dar uma opção, mas no fundo você não tem. Então não se iluda com isso. O fato é que eu estava inexplicavelmente cansada e tinha tido um dia daqueles, e não, eu não queria fazer nenhum favor para o meu pai. Na verdade, não queria fazer nenhum favor para ninguém. Então, como meu pai me ensinou a sempre ser uma pessoa muito sincera, resolvi responder da forma mais honesta possível: “Não”.
Minha reação foi a mesma que a dele: silêncio total. Mas provavelmente ele devia estar me xingando mentalmente e se perguntando porque havia tido uma filha tão inutilmente inútil.
- Porque não?
- Porque não pai, eu estou cansada.
Na verdade eu nem estava tããão cansada assim, mas eu estava tão confortável no sofá e tão bem assessorada pelos canais da minha televisão que minha preguiça quase virava um cansaço.
- Eu também estou cansado, mas eu preciso fazer uma coisa e preciso da sua ajuda.
Meu pai nunca foi daqueles pais autoritários que manda um filho fazer alguma coisa e ponto final. E por essa mesma razão eu o respeito tanto e, às vezes – muito raramente – até resolvo fazer algumas coisas por ele. Mas naquela situação, nada, nem ninguém, me faria sair do meu sofá que me escravizava com sua confortabilidade.
Minha sorte foi que meu celular interrompeu esse lindo momento e eu o atendi sem hesitar.
Minha melhor amiga começou a explicar que eu deveria tomar um banho e ir direto para a casa dela, porque minha paixão platônica havia deixado um convite no meu facebook para uma tal festa (que era naquele mesmo dia) e, não sei porque raios de motivo, eu não havia visto o convite. Ela desligou o celular na minha cara depois de me intimar a ir para a casa dela correndo.
Então... Sabe aquela pequena frase que eu disse ali em cima?
Analisemos a frase: “Nada, nem ninguém, me faria sair do meu sofá...”.
Na verdade, não há muito que se analisar nessa frase, apenas o fato de que ela não se aplica a qualquer situação que envolva paixão platônica, ok?
O problema é que eu ainda não dirijo, ou
seja...
- Pai, quer me fazer um favor?
- Pai, quer me fazer um favor?
Cara adorei!!! Que massa (olhas as girias)! Acho que o titulo podia ser outro, mas ta mto bacana!!!
ResponderExcluirGostei da tua crônica. Acho que a linguagem que você colocou no teu texto foi bem apropriada.
ResponderExcluirMuito divertida, Carol! Cheia de humor. Gostei muito do final: "analisemos aquela frase...".
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