Sabe aquela sensação nostálgica ao se deparar com um conhecido na rua? Pois é... pior é essa sensação quando se mistura amor, ansiedade e um pouco de cafeína no sangue. E você fica lá, olhando com aquele ar de desejo que os feromônios da outra pessoa lhe causam, não é?
Sempre olho para ela, vindo em minha direção, e imagino aquela típica cena de filme romântico (aquela onde a mocinha e o mocinho correm em direção um ao outro, em um campo cheio de flores). E você pensa em tantas coisas em um curto espaço de tempo que nem sabe reagir. Visualiza cada parte do corpo e dá um atributo a ela.
Ao lançar-me aquele olhar de Viúva Negra (tipo a Scarlett Johansson no filme The Avengers, sabe?) enquanto aprecio sua pele (como aquele travesseiro que você não quer largar ao acordar), até que ela dá um sorrisinho e vem falar comigo (esse é aquele típico momento que você não consegue disfarçar o seu nervosismo nem um pouco):
- Oi, Fulano! Tudo bem? - peguntou.
- Tudo ótimo, Beltrana! E contigo? - continuei meio nervoso, mas vamos pular direto para o assunto central:
- Beltrana... topa sair comigo no sabadão depois do curso? - pausa dramática só para aumentar o suspense e acompanhar o meu pensamento positivo, mas já sabe qual vai ser a resposta, não é?
-Ah, Fulano... sábado irei encontrar o Ciclano. Lembra dele? Estamos juntos há quase um mês, mas adoraria ir ao cinema com você em um outro dia, meu amigo. - finalizou.
Para não dar aquela pinta de cara boladão porque levou um belo chute, sabe o que fiz? Agi normalmente, me despedi e fui andando e cheguei à uma conclusão: às vezes, pensar naquela típica cena de filme não vale a pena se não tomar uma atitude rápido, ou então só vai ficar preso no imaginário.
Nao sei porque, mas nem precisei chegar ao fim da cronica pra descobrir que era sua! Romance e quadrinhos: quem mais faria essa combinacao??
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