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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Patético, porém irônico.

Sabe aquela sensação nostálgica ao se deparar com um conhecido na rua? Pois é... pior é essa sensação quando se mistura amor, ansiedade e um pouco de cafeína no sangue. E você fica lá, olhando com aquele ar de desejo que os feromônios da outra pessoa lhe causam, não é?
Sempre olho para ela, vindo em minha direção, e imagino aquela típica cena de filme romântico (aquela onde a mocinha e o mocinho correm em direção um ao outro, em um campo cheio de flores). E você pensa em tantas coisas em um curto espaço de tempo que nem sabe reagir. Visualiza cada parte do corpo e dá um atributo a ela.
Ao lançar-me aquele olhar de Viúva Negra (tipo a Scarlett Johansson no filme The Avengers, sabe?) enquanto aprecio sua pele (como aquele travesseiro que você não quer largar ao acordar), até que ela dá um sorrisinho e vem falar comigo (esse é aquele típico momento que você não consegue disfarçar o seu nervosismo nem um pouco): 
- Oi, Fulano! Tudo bem? - peguntou.
- Tudo ótimo, Beltrana! E contigo? - continuei meio nervoso, mas vamos pular direto para o assunto central:
- Beltrana... topa sair comigo no sabadão depois do curso? - pausa dramática só para aumentar o suspense e acompanhar o meu pensamento positivo, mas já sabe qual vai ser a resposta, não é?
-Ah, Fulano... sábado irei encontrar o Ciclano. Lembra dele?  Estamos juntos há quase um mês, mas adoraria ir ao cinema com você em um outro dia, meu amigo. - finalizou.
Para não dar aquela pinta de cara boladão porque levou um belo chute, sabe o que fiz? Agi normalmente, me despedi e fui andando e cheguei à uma conclusão: às vezes, pensar naquela típica cena de filme não vale a pena se não tomar uma atitude rápido, ou então só vai ficar preso no imaginário.

Um comentário:

  1. Nao sei porque, mas nem precisei chegar ao fim da cronica pra descobrir que era sua! Romance e quadrinhos: quem mais faria essa combinacao??

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