Minha mãe de tão séria e firme nas suas decisões me faz associá-la com juízas da Suprema Corte. Para ela o SIM é apenas um TALVEZ que é acompanhado do clichê "Se me der motivos para mudar de ideia, já sabe...". E seu NÃO nunca muda, continua sendo um NÃO, seguido do argumento "Você deu motivos para isto!". Mero detalhe, quando há alguma justificativa e ai daquele que ousar retrucar! Últimas palavras -no caso a batidinha de martelo- é sempre dela, incontestavelmente.
Outro exemplo é quando peço para sair. Quando digo combinadamente AMIGOS/CINEMA/FDS (sigla muito usada no colégio para fim de semana) e SAIR APÓS AS 20h, já sei o que esperar... Um não com bastante ênfase! Seguido de "Sair as 15h e voltar as 20h, você ainda é muito nova!)
Nova? Mas ela mesma diz: "Já está bem grandinha para isto!"; "Olha um cabelo branco! Como está ficando velha minha filhinha!"; "Você já cresceu, não é mais criança!", desde meus treze anos, porque isto agora?
Como irei me formar e me tornar uma boa advogada, sendo que nem minhas causas pessoais são ganhas? E quase sempre tais causas, consequentemente anexam-se a uma condenação: O CASTIGO.
Será que ao terminar meu doutorado (meta estimada) argumentarei com tanta propriedade e firmesa como minha mãe? Que mal terminou o ensino médio e já determinou inúmeras causas como ganha, sem nem ao menos levá-las a jure.
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