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terça-feira, 12 de junho de 2012

Há tempo de nascer e tempo de morrer


“O comandante do AF 447, Marc Dubois, poderia estar acompanhado de uma tripulante que não estava trabalhando no momento em que o avião da Air France caiu no mar em 2009, deixando 228 mortos durante um voo do Rio para Paris.”
(Folha de S. Paulo, Cotidiano, 08/06/2012.)

Quem será que tirou essa foto? 
                Senhor piloto Dubois, venho por meio dessa carta lhe questionar o que causou o acidente do Airbus AF 447 em 2009, quando voávamos do Rio de Janeiro, rumo a Paris.
         Primeiro quero começar do final: hoje me encontro em um estado nojento, quer dizer, o que sobrou de mim está fedendo a podridão, tenho vermes por todo meu corpo, que até me fazem cócegas quando se alimentam em certos locais. Posso lhe dizer que meus últimos momentos não foram em paz. Durante as turbulências ignorei qualquer cogitação de que aquele avião pudesse cair, acredito nas estatísticas, viajar de carro é muito mais perigoso.
         Mas o que ninguém sabia, é que viajar de avião com um piloto ausente é muito mais perigoso... e a pergunta que não quer calar: ‘O que o senhor fazia naquele momento em que MAIS PRECISÁVAMOS DE VOCÊ?’
         Depois os brasileiros que tem fama de fanfarrões. A irresponsabilidade do senhor piloto nos custou a vida. Não é apropriado receber ‘visitinhas’ no horário do expediente, você deveria saber! Existe tempo pra tudo nessa terra: tempo de chorar e tempo de rir, tempo de dançar e tempo de dormir, tempo de pilotar e tempo de namorar... ou seja, era pra talvez estarmos vivos agora.
Ainda posso sentir o enjoo, o avião em queda livre e caindo no mar bem forte. A água entrando por toda parte... se pelo menos fosse na terra o avião teria explodido e eu não teria sofrido toda aquela agonia.  
         Agora que sou um defunto autor, deixo minhas dicas para os pilotos de aviões: horário de trabalho é horário de trabalho. Nada de mulheres, funk, cerveja, jogos de baralho e Playstation. Certifiquem-se de que os freios estejam funcionando, e se beber não pilote ou dirija.

(Obs.: Pessoal, me ajudem a corrigir essa crônica. Acho que faltou criatividade aqui. Se tiverem ideias para um melhor desfecho eu agradeço e estou curiosa para saber ;))

Um comentário:

  1. Muito irônico seus comentários e os dialogos do autor, mas acho que seria mais engraçado se o piloto pudesse se justificar pelo acidente, talvez alguma explicação do ocorrido.

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