_ Já falei mais de mil vezes, falo todo dia a mesma coisa e ninguém me escuta. Faço tudo pra todo mundo e ninguém faz nada pra mim!!!
Que exagero, como minha mãe é dramática, é apenas uma toalhinha. Resolvi não dar atenção,e continuei o que estava fazendo. Até que minha mãe gritou:
_ Não dá pra conviver com ninguém nesta casa! E começou a chorar.
Pronto isso foi como uma lança, que se cravou em meu coração. Como quando tinha treze anos e me apaixonei por um menino mais velho que me esnobou, disse que eu era criança, gorda e feia.
Foi o pior momento da minha vida, chorei tanto, fique trancada uma semana sem sair do meu quarto.
Não sei o porque mais ao ver minha mãe chorando, me lembrei do que tinha acontecido há tanto tempo atrás.
Mas na verdade eu sabia a resposta. Minha mãe tinha razão por estar brigando comigo. No fundo eu ainda sou uma menina de treze anos, assustada não com o príncipe de meus sonhos que me deu o fora, mas com o mundo que me cerca.
E que no fundo minha mãe também é uma menina assustada, sem saber o que fazer com a filha, que não consegue apreender a pendurar a toalha molhada no varal.
Essa bendita toalha, sempre a nos causar profundas brigas e reflexões dentro de casa!
ResponderExcluirMãe é tudo igual né? A minha também faz um draaaaama huahuahua!
ResponderExcluirNa minha casa a toalha também era motivo de briga!
ResponderExcluirLuana, legal a maneira como a sua crônica propõe reflexões mais profundas sobre a relação entre pais e filhos e sobre a própria adolescência, a partir de algo tão comum e banal como uma toalha em cima da casa.