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terça-feira, 12 de junho de 2012

Relação entre pais e Murphy!

 Sentada na frente da televisão, tentando assistir um filme com a família. Um irmão pentelho que não para quieto, uma avó com a cabeça e o pescoço entregues lutando contra a gravidade, e a figura protetora de todos no meio, a mãe, feliz alegre e contente por ver toda a família reunida.
   Estes momentos em família estão cada vez mais raros de serem vividos. E quando são vividos, alguma coisa por algum motivo de força maior, não dá certo. E como já dizia Murphy: Nada é tão ruim que não possa piorar.
   Então é dada a largada e Murphy entra em ação. O primeiro desafio é a escolha do filme, o segundo é fazer o seu pequeno demônio irmão parar de falar, e o terceiro é fazer com que sua avó pare de roncar. Mas durante o filme, sempre tem aquela cena que parece ter sido produzida para gerar constrangimentos...
   A cena que o melhor a se fazer seria dizer que está com vontade de ir ao banheiro, e que não é necessário pausar o filme para isso. A cena que quando você era criança, sua mãe tapava seus olhos com a mão ou com uma almofada, sem que você soubesse o porque de tal atitude.
   Porém, agora você cresceu e sabe o porque de tal atitude, sabe que são cenas explícitas de relações BEM afetivas entre dois ou mais personagens.
  Mas no decorrer da situação, a única coisa que você pensa em fazer, é mostrar desinteresse naquela cena que traz uma tensão em todos que assistem, e esperar que ela termine antes que você precise olhar para sua mãe e dizer algo.
   Mas por que a vergonha e o constrangimento diante da pessoa que te deu a vida e te ensinou a vive-la? Ninguém explica isso, apenas sente. Não conheço uma pessoa que não tenha passado por isso, e também não conheço uma pessoa que tenha agido naturalmente diante dessa situação, como se fosse a coisa mais normal do mundo!

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